Animais são proibidos em rodeio de Pedro Leopoldo

7/06/2022 | Minas Gerais

A determinação é do juiz Leonardo Guimarães Moreira e visa evitar sofrimento aos equinos e bovinos – Foto reprodução

 

 

A participação de animais está proibida no rodeio de Pedro Leopoldo, na região metropolitana de Belo Horizonte. A determinação é do juiz Leonardo Guimarães Moreira e visa evitar sofrimento aos equinos e bovinos. Os responsáveis pelo Pedro Leopoldo Rodeio Show foram procurados, mas ainda não se posicionaram.

 

Na programação do evento, estava prevista a prática de rodeio durante as atrações deste fim de semana – sexta-feira (10) e sábado (11). No entanto, a Associação Civil Princípio Animal ajuizou ação civil pública alertando que a “montaria em touros” e a “prova de três tambores” provocaria sofrimento aos animais, visto a utilização de uma corda amarrada à virilha de cavalos, touros e bois.

 

Em sua defesa, a Pedro Leopoldo Rodeio Show alegou que adotaria procedimentos exigidos por lei para dar “tratabilidade aos animais envolvidos no evento”. Informou ainda que possui contrato com uma empresa de serviço médico, contando com uma equipe de três médicos e quatro enfermeiros, além de ambulância com UTI móvel.

 

Também foi destacada a utilização de apetrechos técnicos pelos competidores, tanto no rodeio quanto na prova dos três tambores, para não causar ferimentos aos animais.

 

Decisão contra animais no rodeio

 

Após análise da documentação e vasta pesquisa sobre o tema, o magistrado afirmou ter se convencido de que a prática do rodeio e da prova de tambor é nociva aos animais.

 

“Conforme demonstrado nos laudos, a utilização do sedém provoca tortura, dor, sofrimento e martírio aos animais, pois comprimem a região onde se alojam o intestino e o pênis; as esporas, por sua vez, ainda que de forma arredondada, quando golpeadas de forma brutal na região do pescoço e do baixo ventre, como ocorre nos rodeios, provocam lesões contusas, dor e sofrimento”, afirmou, na decisão.

 

O juiz Leonardo Guimarães Moreira ressaltou que, na sociedade moderna, em que há maior consciência das pessoas sobre seus direitos, deveres e obrigações, não há mais espaço para permitir atividade humana envolvendo utilização de animais, como os bovinos e equinos, de comportamento manso e pacato, em atividade tida como manifestação cultural, mas que lhes inflige intenso sofrimento e dor.

 

Os demais espetáculos, como o show dos artistas, em nada ficarão alterados, segundo a decisão.

 

Com TJMG

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