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Anvisa alerta sobre os riscos das canetas do Paraguai

7/07/2026 | Brasil

 

Estudo não mediu biodisponibilidade – Foto Caroline Morais/Ministério da Saúde

 

 

As canetas emagrecedoras contrabandeadas do Paraguai não são equivalentes às registradas no Brasil, como o Mounjaro. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

A recomendação acontece após a divulgação de testes da Unicamp com medicamentos ilegais.

 

Segundo a agência, as análises da universidade confirmaram a presença do princípio ativo tirzepatida, usado contra o diabetes tipo dois e a obesidade.

 

Apesar disso, não dá para falar em equivalência.

 

Os testes não avaliaram a presença de impurezas, contaminantes, metais pesados, nem o nível de degradação e esterilidade do remédio.

 

Em nota, a Anvisa destaca que o estudo também não mediu a biodisponibilidade — que é o dado mais importante para provar se um medicamento funciona igual ao outro.

 

Para isso, seriam necessários testes específicos de concentração.

 

A Anvisa esclarece que o registro de um remédio no Brasil é complexo e exige comprovação rigorosa de eficácia e segurança.

 

No caso dos produtos paraguaios, as fabricantes não passaram por vistorias na linha de produção, nem receberam a certificação de Boas Práticas de Fabricação.

 

A agência informa, ainda, que não teve acesso aos laudos e às metodologias usadas nos testes da universidade.

 

*Por Rádio Agência 

 

 

 

 

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