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Rádio Santana FM

Itaúna, 25 de junho de 2021

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O ministro indonésio dos Transportes revelou nesta terça-feira (20) que o avião da AirAsia que caiu no mar com 162 pessoas a bordo em 28 de dezembro voava em uma velocidade excessiva e parou antes de cair.

“Nos últimos minutos, o avião assumiu uma velocidade superior ao normal”, explicou o ministro Ignasius Jonan, citando dados do radar do aparelho. “De repente, ultrapassou a velocidade limite que podia voar e parou”, acrescentou.

O inquérito sobre o acidente da Air Asia concentra-se na possibilidade de erro humano ou danos no aparelho, após descartarem a tese de terrorismo.

O Airbus A320-200 decolou da cidade indonésia de Surabaya para Cingapura, e cruzou uma área com muitas nuvens antes de desaparecer dos radares. A aeronave caiu logo após no Mar de Java, e não houve sobreviventes.

Equipes de mergulhadores recuperaram, desde então, 53 corpos e as duas caixas-pretas do avião, que registram respectivamente as conversas entre os pilotos e o controle de tráfego aéreo e demais parâmetros do voo (velocidade, altitude, velocidade do motor, etc.).

Investigadores do Comitê Nacional de Segurança do Transporte ouviram o gravador de voz, mas se recusaram a dar detalhes sobre seu conteúdo, dizendo apenas que não havia nenhuma indicação de um possível ato terrorista.

“Nós não ouvimos qualquer outra pessoa (além dos pilotos), nenhuma explosão”, indicou o investigador s Nurcahyo Utomo à jornalistas que evocaram um possível ato terrorista.

Os investigadores se concentra agora “na possibilidade de danos à aeronave e fatores humanos”, acrescentou.

Outro investigador, Ertata Lananggalih, observou que nenhum detalhe sobre o conteúdo dos registradores de voo seriam divulgados antes da publicação de um relatório preliminar sobre as causas do acidente, esperado para a próxima semana.

A Agência Nacional de Meteorologia indicou em um relatório, divulgado no início deste mês, que o tempo poderia ter sido o gatilho do acidente.

Entre as 162 pessoas a bordo estavam 155 indonésios, o co-piloto francês Rémi Plesel, um britânico, três sul-coreanos, um malaio e um cingapuriano.