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Rádio Santana FM

Itaúna, 15 de junho de 2021

A marca Capitão Senra já tinha sido relançada em outubro do ano passado – Foto Alex de Jesus/O Tempo

 

 

A Cervejaria Três Lobos, dona da Backer, anunciou, nesta terça-feira (11), que vai voltar a comercializar a cerveja Capitão Senra. Segundo a empresa, a Justiça autorizou a retomada das vendas.

 

Esta é a primeira vez que a Backer anuncia que voltou a vender alguma de suas marcas desde que foi denunciada pela contaminação de 29 pessoas com dietilenoglicol, das quais 10 acabaram morrendo

 

 

“A Cervejaria Três Lobos Ltda. tem pautado sua atuação na estrita observância das normas e no cumprimento das decisões administrativas e judicias. Nesse sentido, voltará a comercializar a cerveja Capitão Senra, iniciativa fundamental para a manutenção do emprego de seus colaboradores e para honrar seus compromissos”, afirmou a empresa, nas redes sociais.

 

A marca Capitão Senra já tinha sido relançada em outubro do ano passado, em um evento no Templo Cervejeiro da Backer, no bairro Olhos D’Água, na Região Oeste de Belo Horizonte, a partir de uma parceria da empresa com uma fabricante de cerveja do interior de São Paulo.

 

Em novembro, a Justiça determinou a suspensão de atividades da cervejaria, inclusive a comercialização da Capitão Senra. Mas, no último dia 22, o juiz Haroldo André Toscano de Oliveira, da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, revogou a proibição.

 

O magistrado considerou o acordo firmado entre a Backer e o Ministério Público (MP) para “a constituição de fundo para pagamento das despesas emergenciais”.

 

No dia 12 de março, o MP tinha enviado um parecer ao juiz defendendo a liberação das vendas: “O objeto do pedido de liberação é lícito por ter sido produzido por empresa regularmente em funcionamento, não havendo razões, portanto, para manutenção da proibição pela licitude do objeto e, especialmente, porque tal comercialização caminha no sentido da efetiva reparação dos danos às vítimas”.

 

O órgão destacou, ainda, que a cerveja não seria produzida no pátio industrial da Backer, mas, sim, “sob a responsabilidade de empresa detentora dos alvarás sanitários competentes”.

 

Ministério da Agricultura diz que Backer continua interditada em BH, mas pode contratar outra empresa para produzir bebidas

 

A produção de bebidas na fábrica da empresa, na capital, está proibida devido à contaminação das cervejas da Backer com dietilenoglicol, que veio à tona em janeiro do ano passado, quando a Polícia Civil começou a investigar a internação de várias pessoas com sintomas de intoxicação após o consumo da Belorizontina. Dez vítimas morreram e várias outras tiveram sequelas.

 

Em nota, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou que a Cervejaria Backer permanece interditada. De acordo com a pasta, até o momento, a empresa não atendeu as exigências feitas para garantir a segurança dos produtos. “Desta forma, qualquer manipulação de bebidas na Backer (produção, padronização, envase) continua proibida”.

 

O Mapa ressaltou, no entanto, que a contratação de uma empresa terceira, registrada no ministério, para a produção das receitas da Backer é permitida e que está “ciente da terceirização de marca”.

 

Por G1