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Itaúna, 15 de junho de 2021

Banco Santos - Mansao

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Prefeitura de Itaúna investiu e perdeu grande quantidade de recursos financeiros do IMP no Banco Santos

Juiz manda leiloar mansão de ex-banqueiro por R$ 116 milhões

Imóvel pertencia ao banqueiro Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos.Entre os atrativos, heliponto, três piscinas e 50 vagas na garagem

A Justiça de São Paulo determinou no último dia 23 de fevereiro que a mansão do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira, do Banco Santos, seja levada a leilão por valor mínimo de R$ 116,5 milhões. O despacho é do juiz Paulo Furtado de Oliveira Filho, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais.

Os bens do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira e de sua família são leiloados para pagar dívidas com credores do Banco Santos. O Banco Central decretou intervenção na instituição em 2004. Em março de 2005, a intervenção foi transformada em liquidação extrajudicial e, em 29 de setembro daquele mesmo ano, foi decretada a falência da instituição.

Edemar e seu filho, Rodrigo Cid Ferreira, foram presos em dezembro de 2006 após serem condenados, respectivamente, a 21 e 16 anos de prisão por crimes financeiros ocorridos na gestão fraudulenta do Banco Santos – o que levou à quebra da instituição – e soltos posteriormente por decisão do Supremo Tribunal Federal.

O despacho da Justiça aponta as características da mansão localizada na Rua Gália, no Morumbi, na Zona Sul de São Paulo: projeto arquitetônico assinado por Ruy Ohtake, projeto de interiores de Peter Marino e Ingo Mauer e paisagismo de Burle Marx.

 Segundo o documento, a mansão tem automação completa gerenciada por sistema eletrônico: controle remoto da sonorização, sistemas de vídeo, sistemas de iluminação e de segurança. Todos os ambientes são climatizados por sistemas centrais de ar-condicionado.

 O sistema de segurança é composto por mais de 50 câmeras de monitoramento, sistemas de alarme, central de segurança, três guaritas blindadas e sistema de bloqueio com pinos de aço com elevação pneumática nos acessos das garagens. O imóvel tem três elevadores, sendo que dois atendem a cobertura, além de mota-cargas para ligações entre as duas cozinhas.

 As duas garagens comportam mais de 50 carros se utilizado auxílio de manobrista.  Na cobertura, o imóvel possui um heliporto, embora não tenha autorização para receber aeronaves.

 O imóvel possui poços artesianos, grupos geradores para atender a totalidade da casa, sistemas para tratamento de água, sistema de circulação contínua de água quente e sistema de combate a incêndio. Nas áreas de lazer, possui duas piscinas climatizadas, sendo a interna aquecida e com piso externo do ambiente também aquecido.

 Possui ainda academia completa, duas áreas para churrasco com instalações completas, uma localizada junto a piscina externa e outra na cobertura, pista de caminhada com piso emborrachado, quadra de tênis, pomar com grande variedade de árvores frutíferas produzindo, além dos jardins, chafarizes e espelhos d’água, que podem ser observados pelas grandes áreas envidraçadas das salas e dormitórios.

Obras de arte  No mesmo despacho, o juiz determinou que as casas de leilões com atuação no mercado internacional de arte, como Sothebys ou Christies, poderão apresentar propostas em 30 dias para as obras de arte indicadas para alienação no exterior.

 O juiz determinou que a mansão vá a leilão assim que forem solucionadas dúvidas quanto ao valor das obras de de arte que serão leiloadas junto com a mansão. Segundo o juiz, o administrador judicial da massa falida do Banco Santos deverá providenciar, dentro de 30 dias, resposta do avaliador das obras de arte aos questionamentos feitos pelo ex-banqueiro e por parte dos credores ao valor das peças indicadas para venda junto com a residência.

O avaliador apresentou laudo relacionando em três grupos as obras que devem ser alienadas: 1) as obras a serem alienadas junto com a residência; 2) as obras a serem alienadas no exterior, para alcançar maior valor comercial; e 3) as obras a serem alienadas no mercado nacional.

O laudo foi contestado pelo ex-banqueiro e por parte dos credores, mas o juiz entendeu que o avaliador tem razão.

O juiz também considerou que não há razão para considerar a desvalorização das obras de arte por suposto dano decorrente de mofo que teria sido constatado pelo Museu de Arte Contemporânea da USP, como alegado pelo ex-banqueiro.