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Rádio Santana FM

Itaúna, 20 de fevereiro de 2019

 

 

Mais uma barragem de rejeitos da mineradora Vale se rompeu em Minas Gerais, na altura do km 502 da rodovia MG-040, desta vez na cidade de Brumadinho, que pertence a Grande BH. O desastre aconteceu por volta de 13h, no momento em que parte dos profissionais almoçava. Segundo o Corpo de Bombeiros, 30 trabalhadores que estavam no local conseguiram correr e escaparam do desastre.

Até agora foram registradas três mortes, mas já se sabe que pelo menos 200 pessoas estão desaparecidas, grande parte desse número é de funcionários da empresa que estavam no refeitório quando a tragédia aconteceu. A lama atingiu diversas casas da cidade. A contagem até o momento é de sete feridos. Ate as 19h, pelo menos cinco pessoas já foram transferidas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte.Segue abaixo a nota emitida pela mineradora:

 

“A Vale informa que ocorreu, no início da tarde de hoje, o rompimento de uma barragem na Mina Feijão, em Brumadinho (MG). As primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Ainda não há confirmação se há feridos no local. A Vale acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens.

A prioridade total da Vale, neste momento, é preservar e proteger a vida de empregados e de integrantes da comunidade.

A companhia vai continuar fornecendo informações assim que confirmadas.”

Em Itaúna, a população esta se reunindo para arrecadar fundos para as vítimas:

Fotos de populares divulgadas pelo Corpo de Bombeiros mostram a lama. Nas redes sociais, a prefeitura da cidade publicou um alerta para que a população não fique perto do leito Rio Paraopeba.O Instituto Inhotim, que fica em Brumadinho, informou que, por precaução, está retirando funcionários e visitantes do local.

A Prefeitura de Juatuba, cidade vizinha de Brumadinho, também emitiu um alerta na tarde desta sexta-feira. A administração direcionou o aviso aos moradores do Bairro Francelinos, que beira o Rio Paraopeba. A Defesa Civil de Juatuba e o Conselho Municipal De Desenvolvimento Ambiental (Codema) está no local solicitando a retirada e máxima atenção da população, pois ainda não se sabe a gravidade do desastre.

O Governo também já se pronunciou:

“Uma força-tarefa do Estado de Minas Gerais já está no local do rompimento da barragem em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para acompanhar e tomar as primeiras medidas.

O Corpo de Bombeiros por meio do Batalhão de Emergências Ambientais, e a Defesa Civil também estiveram no local da ocorrência trabalhando e dois helicópteros sobrevoaram a região.O Governo de Minas Gerais já designou a formação de um gabinete estratégico de crise para acompanhar de perto as ações. Assim que houver mais informações, o Governo de Minas Gerais emitirá novos comunicado.”

Segundo nota da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) são atendidos: dois homens com 55 anos e três mulheres de 15, 22 e 43 anos. As primeiras a chegarem foram as duas mulheres: Paloma Prates,  de 22 anos e uma jovem de 15 anos, essa com fratura na bacia. O estado de saúde delas é estável.

De acordo com os funcionários da Vale, trabalham 700 funcionários na mina, mas, por almoçarem em turnos, eles estimam que cerca de 200 poderiam estar no restaurante da empresa. Quem conseguiu sair não consegue contato por telefone com os funcionários que estariam desaparecidos.Os trabalhadores que escaparam de ser atingidos pela tragédia haviam terminado de almoçar 30 minutos antes de o restaurante ser atingido pelo rompimento da barragem.

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que um grupo de emergência ambiental se deslocou para avaliar os possíveis danos.

O Hospital João XXIII acionou o plano de catástrofe para receber as vítimas do rompimento da barragem do Córrego do Feijão. No início desta tarde, a barragem de rejeitos da Vale se rompeu em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O plano de catástrofe do hospital fechou a área de emergência para realizar atendimento exclusivo das vítimas da barragem. De acordo com o hospital, os paciente com menos gravidade foram transferidos e todos os profissionais estão mobilizados e preparados para receber um grande grupo de vítimas.

 

Por causa do risco de contaminação, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) suspendeu a captação de água do Rio Paraopeba em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, após rompimento da barragem .

Apesar de a Vale ter instalado sistemas de segurança para informar sobre eventuais transtornos que poderiam acontecer, as sirenes não funcionaram. Quem garante são os moradores dos arredores da mina do Feijão, ainda assustados pela lama que tomou conta do local.

Três anos atrás, no dia 5 de novembro de 2015, o rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, deixou 19 mortos e causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Minas Gerais.

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