BH está em alerta por causa da dengue e chikungunya

13/03/2015 | Minas Gerais

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Belo Horizonte é uma das 18 capitais brasileiras que estão em alerta para casos de dengue e febre chikungunya. Outras 19 cidades mineiras se encontram em situação de risco. A informação foi divulgada na manhã desta quinta-feira pelo Ministério da Saúde. Ao todo, 340 cidades brasileiras estão em risco de epidemia para a doença e outras 877 se encontram em alerta para ambas as doenças. 

Na semana passada, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais confirmou a primeira morte por dengue no estado em 2015. A vítima é um homem de 64 anos, morador da cidade de Iguatama, no Centro-Oeste do estado. Até, o momento foram confirmados 2.862 casos da doença em 2015. A maior parte dos casos foi registrada em janeiro (1.820).

De acordo com o Ministério da Saúde, 1.844 municípios fizeram o Levantamento Rápido de Índices para Aedes Aegypti (LIRAa) de janeiro a fevereiro deste ano –  e registraram um aumento de 26,38{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} em relação aos participantes em 2014. 

Conforme a tabela divulgada pelo Ministério da Saúde, Minas Gerais tem 19 cidades com Índice de Infestação Predial (IIP) – relação do número de imóveis positivos para o mosquito pelo número de imóveis pesquisado – acima de 4,0, o que configura risco para dengue e chikungunya. Veja a lista: Bom Despacho (6,1), Dores do Indaiá (6,8), Formiga (6,7), Francisco Sá (5,6), Governador Valadares (6,6), Ituiutaba (10,7), Juiz de Fora (4,2), Mantena (4,9), Matozinhos (4,3), Oliveira (4,3), Pará de Minas (9,3), Paracatu (5,9), Piumhi (4,5), Ponte Nova (5,4), São João Del-Rey (4,1), São Sebastião do Paraíso (6,9), Ubá (4,3), Unaí (6,8) e Vespasiano (4,2).   

Os números mostram que uma capital se encontra em situação de risco, Cuiabá (MT), enquanto 18 estão em situação de alerta. Além de Belo Horizonte, estão na lista Aracajú (SE), Belém (PA),  Campo Grande (MS), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Vitória (ES).

Conforme o levantamento, a Região Nordeste concentra a maioria dos municípios com índice de risco de epidemia (171), seguida pelo Sudeste (54),  Sul (52), Norte (46) e Centro-Oeste (17).

Na Região Nordeste, o armazenamento inadequado de água responde pela maioria dos criadouros do mosquito Aedes aegypti (76,5{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}). No Norte, o principal problema é o lixo (48,2{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}). No Sudeste, os depósitos domiciliares respondem pela maior parte dos criadoruros (52,6{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}). No Centro-Oeste e no Sul, o principal foco do mosquito é o lixo (51,6{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} e 52,7{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}, respectivamente).

Para o ministro da Saúde, Arthur Chioro,  o LIRAa constitui uma ferramenta importante para direcionar ações de prevenção e combate à dengue e ao chikungunya. “É um dispositivo que orienta a ação não apenas de autoridades sanitárias, mas da própria comunidade em cada cidade, em cada região. Ele representa a capacidade de mapear a situação em diferentes cidades, com graduação de riscos diferentes”. (Com Agência Brasil)

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