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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de julho de 2021

Membros da delegação do Boca Junior arremessaram grades de proteção e até bebedouro no Mineirão – Foto Reprodução TV Globo

 

 

A delegação do Boca Juniors passou a madrugada desta quarta-feira na Central de Flagrantes 4 (CEFLAN 4) da Polícia Civil, no bairro Alípio de Melo, região Noroeste de Belo Horizonte. Jogadores e membros da comissão técnica da equipe argentina foram conduzidos à delegacia pela confusão no Mineirão após a eliminação para o Atlético, nos pênaltis, pelas oitavas de final da Copa Libertadores da América.

 

Na manhã desta quarta, a delegação do Boca seguia na delegacia. A Polícia Civil informou que a ocorrência está em andamento e que mais detalhes serão divulgados após a conclusão dos procedimentos.

 

A delegação do Boca Juniors seguiu completa para a delegacia por determinação do técnico Miguel Ángel Russo. Inicialmente, apenas oito integrantes da equipe identificados na confusão seriam levados para depoimentos: Gayoso (preparador de goleiros), Somoza (assistente técnico), e os jogadores Cascini, Rojo, Izquierdoz, Villa, Zambrano e Javi García.

 

A Polícia Militar montou uma barreira na porta da CEFRAN 4, localizada na Avenida João XXIII, no Alípio de Melo, impedindo a saída do ônibus do Boca até a conclusão dos depoimentos.

 

Depois da confusão no estádio, a delegação do Boca saiu escoltada pela Polícia Militar até a Central de Flagrantes 4. Lá, foi feito Boletim de Ocorrência para documentar as agressões e os atos de vandalismo registrados pelas câmeras de TV. Representantes do Consulado da Argentina em BH deram assistência ao clube.

 

O Atlético informou que, depois de longa negociação, intermediada por seu presidente, Sérgio Coelho, nenhum argentino seria detido na capital mineira.

 

Por conta da ida à CEFLAN, o Boca Juniors perdeu o voo de retorno a Buenos Aires previsto no Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para as 23h de terça-feira. A volta à Argentina deve ocorrer ao longo da manhã desta quarta.

 

Confusão

 

Tão logo o jogo no Mineirão foi encerrado, os argentinos partiram para a violência na área de zona mista. Alguns chegaram a atirar cavaletes e um bebedouro em seguranças do Atlético. Ainda assim, seguiram rumo ao vestiário do Galo e dos árbitros. No caminho, promoveram agressões e depredaram o estádio.

 

A Polícia Militar foi acionada e conteve a delegação do Boca com gás de pimenta. No Twitter, o Atlético se posicionou sobre os incidentes nos túneis do Mineirão. Segundo o clube, o diretor de futebol Rodrigo Caetano foi ameaçado com uma barra de ferro.

 

Por Uai