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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de outubro de 2020

Foto: Instagram / divulgação

 

O cachorro da raça pitbull Sansão, que ficou conhecido em todo o país após ter suas patas decepadas por um criminoso, precisou ser internado nesta semana em Belo Horizonte após parar de comer, ficar fraco e apresentar quadro de desidratação e mucosas pálidas. Felizmente, ele melhorou e já está se tratando em casa.

 

De acordo com seus tutores, o cão deu entrada na última quinta-feira (15) no Hospital Veterinário Arnaldo, mesmo local onde foi cuidado após o crime, para ser hidratado e realizar exames de sangue.

 

Após sair o resultado, foi constatado que ele apresentava anemia e um possível quadro de erliquiose, ou “doença do carrapato”. “Realizamos exames específicos para essa doença e entramos com o tratamento na quinta-feira mesmo e, na sexta, dia 16, ele já estava bem melhor, respondeu muito rápido ao tratamento, voltou a alimentar, a ficar mais ativo e brincar”, disseram.

 

Os tutores também contaram através das redes sociais que Sansão recebeu alta neste sábado (17) para terminar o tratamento em casa. Na próxima quinta-feira (22), ele deve retornar ao hospital para ser reavaliado e fazer novos exames.

 

 

Relembre

 

No dia 6 de julho, o animal tomava conta de uma fábrica de ensacados quando foi agredido pelo funcionário de uma empresa ao lado, às margens da MG-424, em Confins, na região metropolitana da capital. A Polícia Militar foi acionada, e o homem de 44 anos, conduzido à delegacia e liberado. O outro suspeito não foi localizado.

 

Em conversa com a reportagem de O TEMPO, no dia 7 de julho, o agressor contou que, constantemente, Sansão pulava o muro e atacava os animais dele. O homem foi multado por maus-tratos aos animais dele e demitido da empresa em que trabalhava – ele responderá criminalmente pelo ato.

 

Lei Sansão

 

No fim de setembro, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto que aumenta a punição para quem pratica maus-tratos contra animais. A proposta ganhou o nome de “Lei Sansão”.

 

A proposição altera a Lei de Crimes Ambientais, de 1998, e estabelece pena de reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição de guarda do animal, para quem abusa, fere ou mutila cães e gatos. Se houver flagrante, o agressor é levado para a prisão. Além disso, a nova legislação prevê multa e proibição de guarda.

 

Por: O Tempo