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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de junho de 2021

identicado membro estado islâmico

 

 

Mohammed Emwazi, um desenvolvedor de software de 26 anos, foi apresentado nesta quinta por vários meios de comunicação como sendo o misterioso “Jihadista John”, o carrasco mascarado que apareceu em pelo menos sete vídeos de decapitação do grupo Estado Islâmico (EI).

“The Guardian”, “The Daily Telegraph”, “The Washington Post” e “The New York Times” estão entre os jornais que publicaram o suposto nome de um dos combatentes islâmicos mais procurados do mundo.

Um porta-voz da Scotland Yard não quis confirmar o nome do suspeito, que nasceu em uma família rica de origem kuwaitiana estabelecida no oeste da capital britânica, argumentando que a investigação confiada aos serviços antiterroristas com a ajuda do MI5 e MI6 “ainda está em curso”.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, havia confirmado que se tratava, muito provavelmente, de um britânico, mas os serviços de segurança se recusaram a divulgar a sua identidade, de modo a não interferir nas investigações.

No entanto, o Centro de Estudos sobre a Radicalização do Kings College London indicou em um comunicado que a identificação “parece correta”. Especialista britânico em movimentos jihadistas, Shiraz Maher assegurou, em um tuíte, que “finalmente, o nome apareceu”.

O apelido “Jihadista John”, em referência a John Lennon, teria sido atribuído ao jovem londrino por ex-reféns ocidentais que ele foi encarregado de supervisionar, à frente de um pequeno grupo de combatentes britânicos chamado Beatles.

O homem se tornou o símbolo, a encarnação da crueldade manifestada pelo EI, aparecendo nas imagens macabras de propaganda vestido de negro e rosto coberto ao lado de reféns americanos, britânicos e japoneses em uniforme laranja, pouco antes de sua execução, com uma faca na mão, proferindo com um sotaque britânico ameaças contra os governos em questão. Ele vestia roupas pretas e apenas seus olhos eram visíveis. Ele apareceu pela primeira vez em um vídeo divulgado após a execução do jornalista americano James Foley, em agosto de 2014.

No entanto, o Cage, uma organização de defesa dos direitos dos muçulmanos, publicou um longo retrato de Emwazi nesta quinta. Ele teria sido detido e interrogado em várias ocasiões na Tanzânia, Holanda e Reino Unido. Questionados sobre a caça ao “Jihadista John” – um dos 700 jovens britânicos a se juntar aos combatentes islâmicos na Síria e no Iraque –, especialistas militares ressaltaram anonimamente quão difícil seria intervir em terreno hostil para neutralizá-lo.