CBF ‘altera nomes’ de Cruzeiro, América e outros clubes

5/04/2022 | Esportes, Minas Gerais

CBF mudou nomenclatura de clubes que se transformaram em empresas – Foto Gustavo Aleixo / Cruzeiro

 

 

A Confederação Brasileira de Futebol adicionou a sigla e “SAF” aos nomes dos clubes que se transformaram em empresas. A mudança foi percebida nas tabelas oficiais das Séries A, B e C.

 

Na classificação da Segunda Divisão, o Cruzeiro passou a ser chamado pela CBF de “Cruzeiro Saf”, ao passo que o América, na elite nacional, virou “América Fc Saf”

 

Equipes de outros estados também tiveram os nomes alterados pela entidade: “Cuiabá Saf” e “Saf Botafogo”, da Primeira Divisão, e “Figueirense Futebol Clube Saf”, da Terceirona.

 

Curiosamente, o Vasco, que teve 70% de suas ações vendidas por R$ 700 milhões ao fundo americano 777 Partners, continua tratado como “Vasco da Gama” pela CBF. O time carioca disputará a Série B.

 

Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, do UOL, os próprios clubes foram responsáveis por inserir os dados no sistema da CBF no processo de transferências dos contratos da associação civil para a empresa.

 

Existe a possibilidade de todos regressarem às denominações tradicionais: Cruzeiro, América, Cuiabá, Botafogo e Figueirense.

 

Clubes mineiros

 

Assim que anunciaram a criação do clube-empresa, Raposa e Coelho obtiveram novos números no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e os utilizaram para a participação nos campeonatos.

 

O Cruzeiro Esporte Clube, inscrito sob o nº 17.241.878/0001-11, deu lugar ao Cruzeiro Esporte Clube Sociedade Anônima do Futebol, com nº 44.490.706/0001-54.

 

Já o América Futebol Clube trocou o nº 17.297.516/0001-42 pelo 43.574.008/0001-74, além de utilizar o nome América Futebol Cube Sociedade Anônima do Futebol.

 

Cruzeiro SAF

 

O Cruzeiro já bateu o martelo quanto à venda de 90% das ações da SAF ao ex-jogador Ronaldo por um investimento de R$ 400 milhões pelos próximos cinco anos.

 

O Fenômeno pagará R$ 50 milhões na assinatura do contrato e aportará R$ 350 milhões, seja por meio de receitas incrementais ou com capital próprio.

 

Tais receitas incrementais são aquelas acima da média de faturamento apurada pela atividade de futebol do clube de 2017 a 2021 (cerca de R$ 220 milhões).

 

Ou seja, se o Cruzeiro embolsar R$ 300 milhões, será como se Ronaldo estivesse aportando R$ 80 milhões.

 

CBF mudou nomenclatura de clubes que se transformaram em empresas – Foto Reprodução/CBF

 

 

América SAF

 

O América, por sua vez, ainda tem a SAF vinculada à associação civil após esfriarem as tratativas com o empresário americano Joseph DaGrosa, dono do Bordeaux, da França.

 

O bilionário proprietário do Kapital Football Group chegou a acertar verbalmente a aquisição de 70% das ações do Coelho por R$ 200 milhões.

 

No entanto, a operação ficou mais difícil depois de DaGrosa pedir para adquirir 90% da participação societária, em vez dos 70% inicialmente acordados.

 

 

Por Uai 

 

 

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