Confraria do Ônibus é sucesso de público e crítica em Pará de Minas

1/08/2017 | Giro Cultural

 

Bruno Freitas/Santana FM Empresa Rouxinol, de Belo Horizonte, levou ônibus fabricados em 1966, 1972 e 1974

 

Jornalismo Santana FM

Pará de Minas recebeu no último sábado (29) a 3ª edição do Encontro da Confraria do Ônibus. Centenas de fãs, aficionados e pessoas que gostam de veículos antigos foram à uma praça da cidade conferir os clássicos do transporte de passageiros, que dominaram as estradas brasileiras no passado. Foram expostos cerca de 25 ônibus, oriundos de Belo Horizonte e outras cidades mineiras como Pouso Alegre, Juiz de Fora e Viçosa – além de carros e caminhões antigos.

Bruno Freitas/Santana FM

Na última edição do evento, em julho de 2016, centenas de pessoas foram à Rodoviária de Divinópolis. A primeira edição do encontro foi realizada em 2015, em Itaúna.

Neste ano, o encontro, que é anual, aconteceu no estacionamento da Escola Estadual Fernando Otávio. Um dos organizadores da Confraria, o jornalista Bruno Freitas explica que a iniciativa surgiu através de um grupo de amigos.

Alexandre Cortes é de Belo Horizonte e participa de todas as edições do encontro. Ele restaurou um ônibus Ciferal ano 1974 em memória do pai. Alexandre conta que quase nasceu dentro de um ônibus.

Somente o acervo do empresário Dejair Goretti já seria suficiente para fazer um evento de resgate à memória dos transportes. Atualmente o responsável pela empresa de linhas urbanas Goretti Irmãos, de Juiz de Fora, e a reformadora de ônibus Degil, possui 12 modelos de diferentes épocas, restaurados. A paixão de Dejair vem de berço. O pai dele atuava desde 1953 na Viação Vera Cruz, de Juiz de Fora. Desde muito novinho, Dejair já frequentava garagens de ônibus e se apaixonava com o porte dos veículos.

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Os irmãos Antônio Carlos Morais Teixeira e Alfeu Morais Teixeira sempre foram apaixonados por empresas de transporte. Proprietários da empresa Teixeira, eles também são do berço dos transportes. O primeiro veículo do acervo dos irmãos foi um Ciferal Flecha de Prata ano 1974, comprado em 2010. O ônibus ia ser desmanchado em um ferro-velho de João Monlevade. O restauro foi criterioso, mas valeu a pena. O modelo marcou a infância dos irmãos.

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Já o segundo veículo foi um verdadeiro achado: um monobloco Mercedes-Benz O-355 1978, adquirido com 50 mil quilômetros rodados em 2011, com 33 anos de idade. O ônibus pertencia ao SESC-MG e era utilizado apenas para levar estudantes e esportistas em trajetos curtos.

“O veículo ficava guardado num galpão, bem protegido, só precisei pintar nas cores da Irmãos Teixeira e colocar a banda branca nos pneus. Praticamente foi um ônibus novo de mais de 30 anos que compramos”, conta Antônio Carlos Teixeira.

ITINERANTE A ideia da organização é levar a exposição para uma cidade diferente a cada ano, começando pela região Centro-Oeste de Minas – difundindo a cultura do antigomobilismo, a cultura e história do transporte.

O evento teve o apoio da Mercedes-Benz, Prefeitura de Pará de Minas, Rádio Ônibus, 1º Clube do Ônibus Antigo Brasileiro, realizador da exposição Viver, Ver e Rever (VVR), em São Paulo, e Marcopolo. (com informações do Diário do Transporte)

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