Copasa anuncia a retomada das obras para despoluição da Pampulha

26/05/2015 | Minas Gerais

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A Copasa anunciou que, em junho, retomará as obras para despoluição da Lagoa da Pampulha. Cartão postal da capital mineira, o mau cheiro é uma das principais reclamações de moradores do entorno do reservatório que tem uma área de 98,4 quilômetros quadrados e é  formada por oito sub-bacias, localizadas nos municípios de Belo Horizonte e Contagem.

De acordo com nota divulgada nesta segunda-feira (25), pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais, o retorno foi possível devido à liberação dos processos judiciais de desapropriação de áreas situadas em bairros de Contagem. As obras se referem a implantação dos quatro quilômetros restantes das redes coletoras e interceptoras de esgoto da lagoa.  A conclusão das intervenções, está prevista para até 120 dias após seu início.

Os mandados de imissão de posse referentes ao Beco Ibaté, Parque São João, Vila da Lua Nova, Vila Boa Vista e Vila Pérola já foram emitidos. O único processo que ainda não está liberado é o dos lotes onde serão construídos os prédios para reassentamento das famílias removidas, que hoje recebem bolsa moradia da prefeitura de Contagem.

O papel da Copasa no Programa de Despoluição da Lagoa da Pampulha é implantar mais de 100 quilômetros de redes coletoras e interceptoras e construir nove estações elevatórias nos bairros situados ao longo da bacia para encaminhamento do esgoto coletado em Belo Horizonte e Contagem à Estação de Tratamento – ETE Onça.

Até agora, segundo a Copasa, já foram investidos mais de R$ 430 milhões na despoluição da pampulha. Os recursos foram aplicados Os recursos foram aplicados na construção da Estação de Tratamento de Efluentes – ETAF Pampulha, para retirar a poluição difusa das águas dos Córregos Sarandi e Ressaca e na Estação de Tratamento de Esgoto do Ribeirão do Onça, incluindo a implantação do tratamento secundário.

Os recursos são originários da própria Copasa e do Governo Federal, por meio do PAC II que, em 2010, destinou R$ 102 milhões para as ações de implantação de redes coletoras e interceptoras na Bacia da Lagoa da Pampulha.

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