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Desaparecidos por terremotos passam de 50 mil, diz ONU

26/06/2026 | Brasil, Mundo

Voluntários buscam possíveis vítimas em um prédio que desabou em Caraballeda – Foto Federico Parra / AFP

 

 

O número de desaparecidos por conta dos terremotos na Venezuela já passa de 50 mil, segundo disse nesta sexta-feira 26/6,  o chefe do Escritório de Ajuda Humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU), Tom Fletcher, à agência de notícias AFP.

 

“Trata-se de uma operação de resgate extremamente completa. Há mais de 50.000 pessoas desaparecidas e mais de 500 mortas. Portanto, buscar sobreviventes entre os escombros é uma tarefa colossal”, declarou Tom Fletcher em uma entrevista concedida à AFP em Genebra.

 

Fletcher afirmou ainda que considera provável que o número de mortos “aumente consideravelmente”.

 

Este é o primeiro balanço oficial a ser divulgado dos desaparecidos que dá conta da dimensão da destruição causada pelos terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2. O governo venezuelano havia falado em 200 na quinta-feira, no entanto, uma contagem extraoficial feita pela população registrava mais de 40 mil desaparecidos.

 

➡️ Na noite de quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.

 

Equipes de resgate agora lutam para encontrar desaparecidos e retirar pessoas de escombros. Grupos montados por moradores das áreas afetadas para quem está buscando por parentes e conhecidos já registram mais de 24 mil desaparecidos.

 

Pelas redes sociais, há também vários relatos e imagens de edifícios que desabaram.

 

Vários países, entre eles Estados Unidos e Brasil, anunciaram que enviarão equipes para auxiliar nas buscas. Nesta sexta-feira (26), a ajuda começou a chegar na Venezuela.

 

Os terremotos

 

Os dois terremotos que abalaram a Venezuela ocorreram em um intervalo de menos de um minuto e com uma diferença de 5 quilômetros entre eles. O epicentro do tremor mais forte foi registrado na cidade venezuelana de El Guayabo, a 168 km da capital Caracas.

 

Réplicas ocorreram em cidades costeiras perto da capital venezuelana, como La Guaira, que ficou fortemente destruída. O aeroporto internacional de Caracas também foi fechado.

 

Além da intensidade dos tremores — de magnitudes 7,2 e 7,5 — a baixa profundidade dos dois abalos também explica o rastro de destruição deixado. Isso porque, quanto mais perto do solo, mais o terremoto é sentido.

 

Os tremores também ocorreram em áreas densamente populadas. Um cálculo feito pelo Serviço Geológico dos EUA estimou, com base nessas variáveis, que o número de mortos possa passar de 10 mil pessoas.

 

*Por France Presse

 

 

 

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