Dezenas de policiais filipinos morrem em confronto com rebeldes

27/01/2015 | Mundo

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Quarenta e nove policiais filipinos morreram em confrontos com rebeldes muçulmanos no sul das Filipinas, anunciou a polícia nesta segunda-feira (26).

Apesar deste sangrento episódio, os acordos de paz assinados em março de 2014 seguem vigentes, afirmaram fontes do governo e da Frente Mouro-Islâmica de Libertação (MILF, sigla em inglês).

Os policiais morreram no domingo durante um tiroteio de 11 horas em Mamasapano, uma localidade isolada na ilha de Mindanao, controlada pela MILF, disse à AFP um porta-voz da policial local, Judith Ambong.

Os confrontos ocorreram quando a polícia entrou na cidade sem a autorização da rebelião, como estipulam os acordos firmados em março.

Os corpos dos policiais foram recuperados e transportados para um acampamento militar, disse a porta-voz, que não confirmou se havia vítimas entre os rebeldes.

A polícia entrou na cidade em busca de Zulkifli bin Hir, conhecido como Marwan, um membro do grupo Jemaah Islamiyah, afiliado à Al-Qaeda, pelo qual os Estados Unidos oferecem uma recompensa de 5 milhões de dólares, declarou Mohagher Iqbal, chefe dos negociadores do MILF.

Também queriam capturar Basit Usman, um comandante do grupo Combatentes Islâmicos Bangsomoro pela Liberdade (BIFF, sigla em inglês), que não participa das negociações de paz, completou.

O MILF, que conta com 10.000 combatentes, acusou a polícia de não ter coordenado a operação com suas forças, como estabelecem os acordos de 2014.

Este é o segundo incidente grave que ocorre depois da assinatura dos acordos.

O primeiro foi em abril de 2014, quando dois soldados e 18 rebeldes morreram em confrontos na ilha de Basilan.

 

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