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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de julho de 2021

Por esse motivo ficamos tão confortáveis na função de cuidar, – Foto: Bigstock

 

 

Somos educadas para nos casarmos e termos filhos, e isso fica muito claro por causa das brincadeiras infantis (de casinha e de bonecas) sem falar nas histórias de princesas que ouvimos ao dormir.

 

Por esse motivo ficamos tão confortáveis na função de cuidar, e prontamente anulamos o nosso lado mulher assim que nos casamos ou quando nos tornamos mães.

 

Esquecemos nossa feminilidade, nossa vaidade, abandonamos os cuidados com o corpo, abrimos mão da nossa carreira, do nosso lazer, das amizades, e em alguns casos negligenciamos até os cuidados com a nossa saúde. Mas até que ponto essas atitudes são saudáveis?

 

Particularmente eu acredito que é quase impossível estar bem com os outros, quando não estamos bem com a gente mesmo. Fica difícil ser uma boa esposa e uma boa mãe, quando nossas necessidades estão sendo silenciadas e negligenciadas.

 

Por isso é tão importante ter outras experiências, e estar engajada em outras atividades, não relacionadas diretamente com a maternidade.

 

Infelizmente há uma pressão social muito grande para que a gente se sinta mal por não se dedicar exclusivamente aos filhos. Mas é totalmente possível que a gente saia com os amigos, que a gente vá a academia e ainda continue sendo uma boa mãe. Não é um crime manter o nosso lado mulher vivo.

 

O objetivo desse texto é mostrar para as mães que elas podem ser mães, e também mulheres, e namoradas, e ter uma vida profissional, social, ter um hobby, e isso não as desqualifica como mães. Pelo contrário, a satisfação com a vida, o sentimento de realização, vai refletir em todas as outras relações, ou seja, se você estiver feliz, com certeza vai ser uma mãe melhor. Pense nisso!

 

Fernanda Nogueira
Psicóloga
Pós Graduada em Neuropsicologia
Pós Graduada em Psicologia Org. e do Trabalho
@fernandanogueira_psi