Envolvidos em suspeita de compra de votos serão ouvidos nesta semana

6/05/2019 | Destaque, Itaúna

 

 

Nesta semana, a Comissão de Ética criada para investigar as suspeitas de compra de votos para a eleição da mesa diretora da Câmara biênio de 2019/2020, vai ouvir os envolvidos na polêmica: os vereadores Lequinho e Pranchana. As informações foram passadas pelo Presidente da Comissão, Antonio de Miranda, conhecido como “Toinzinho”, que contou que as reuniões vão acontecer nesta quinta e sexta, 9 e 10 de maio. Serão ouvidas cinco testemunhas, e serão analisados os materiais de defesa apresentados por ambas as partes. Ao final do processo, de acordo com o regimento interno da casa, por meio da comissão, se for provada culpa, o vereador será afastado por um mês, mas podem haver outras punições em outras instancias.

A Comissão de Ética foi instalada em fevereiro, possui como conselheiros Antônio de Miranda (PHS) o Toinzinho, Márcio Gonçalves (PSL) o Hakuna e Lucimar (PSB) Lucinho de Santanense.

Denúncia

Foi lida no início da reunião da Câmara Municipal, que acontece todas as terças-feiras, uma denúncia enviada pelo ex-vereador e suplente Maurício Aguiar, exigindo um posicionamento da casa a respeito da polêmica envolvendo uma possível compra de votos por parte do parlamentar Alex Arthur, o “Lequinho” que supostamente teria oferecido 20 mil reais chamados de “pasteis recheados” ao vereador Iago Santiago, conhecido como “Pranchana” para que ele faltasse a eleição da mesa diretora, que ocorreu em dezembro do ano passado.

De acordo com o documento a situação deveria ocasionar a cassação de “Lequinho”. O presidente da Câmara, Alexandre Campos realizou a leitura do documento em que Maurício afirmava que “(…) o denunciado se valeu do mandato para a prática de atos de corrupção ou de improbidade administrativa, bem como procedeu de modo incompatível com a dignidade da câmara ou faltou com decoro da conduta pública. Isso porque ofereceu vantagem indevida no valor de 20 mil reais, além de serviços de assessoramento jurídico à outro vereador, Iago Souza Santiago, para compra de voto na eleição para a mesa diretora da Câmara Municipal de Itaúna (…) o denunciado ofereceu a vantagem para obter a abstenção do vereador Iago Souza Santiago faltasse a votação, de modo a beneficiar a chapa formada pelo vereador Hudson Bernardes, e pelas vereadoras Gláucia Santiago (PSB), Márcia Santos (PP) e Otacília Barbosa (PV) (…) a votação chegou a ser suspensa em razão de ter ocorrido a negociação de compra de votos (…). As condutas ilegais praticadas pelo denunciado se enquadram como infração política e administrativa sujeitos ao julgamento da Câmara Municipal, resultando na cassação do mandato do vereador (…).”

O advogado e ex-juiz, Doutor Antônio Claret de Assis Júnior esteve na reunião e usou a tribuna para falar representando o reclamante e suplente de Lequinho, Maurício Aguiar, exigindo que os parlamentares tomassem medidas e informassem as atitudes já tomadas mediante o acontecimento.

Em resposta ao reclamante, o vereador e presidente da comissão, Antônio de Miranda declarou: “Eu como presidente da comissão de ética digo que nossos trabalhos estão dentro do prazo regimental. Acho que uma comissão de ética instalada não tem que trazer aqui à público o andamento do processo, uma vez que a reunião é pública e as publicações são feitas. O que eu tenho para dizer é que a comissão de ética vai seguir aquilo que está no regimento, então não adianta cobrar, nós não podemos agir um passo sequer fora das leis constituídas no país. Mas quero dizer para o Sr. que vale a sua ‘cobrança’, pela cidade de Itaúna vou fazer um auto puxão de orelha e cuidar bem do meu mandato.”

Em relação à este documento, ele foi encaminhado para a procuradoria para avaliar a admissibilidade e depois ao conselho de ética. Segundo Antônio, na quinta e sexta 09 e 10 de maio será realizada uma reunião da comissão de ética para analisar a situação da suspeita de propina

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