Estelionatários usam nome do hospital de Pará de Minas para aplicar golpe

8/08/2023 | Centro-Oeste

A diretoria do HNSC esclarece que jamais solicita pagamentos desta forma – Foto HNSC/Divulgação

 

 

O Hospital Nossa Senhora da Conceição entrou na lista das entidades de saúde que tiveram o nome usado indevidamente por estelionatários nessa terça-feira 08/8.

 

Segundo informações, o golpe foi aplicado através de um telefonema dado à família de um paciente internado no CTI. A pessoa se apresentou como mensageira de um suposto recado do médico plantonista, pedindo o depósito imediato da quantia que seria utilizada para pagamento de um exame complementar.

 

A vítima, preocupada com o estado de saúde do paciente, logo se prontificou a depositar o dinheiro, recebendo o número do PIX para efetuar o pagamento. O golpe só foi descoberto mais tarde, quando o familiar chegou ao hospital e disse que fez o depósito imediatamente, a fim de não atrasar o exame.

 

A diretoria do HNSC esclarece à população em geral e, principalmente, aos parentes e acompanhantes dos pacientes que jamais solicita pagamentos desta forma.

 

A recomendação da diretoria para toda pessoa que receba alguma ligação telefônica em nome do HNSC, pedindo depósito, é que desligue imediatamente o telefone e, se possível, comunique o fato à polícia.

 

Crimes estelionatários disparam

 

Nos últimos cinco anos, o número de estelionatos no Brasil mais que quadruplicou. Foram registrados quase dois milhões de crimes, ou seja, 326% a mais que em 2018. A média tem sido de 151 mil casos por mês, 5 mil por dia e 208 golpes por hora, segundo dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública. A ação dos estelionatários se acentuou na pandemia, período em que as pessoas ficaram em casa e a interação era online.

 

Os golpes são praticados contra pessoas físicas e jurídicas e as entidades de saúde sempre aparecem, devido à fragilidade emocional de quem está com algum familiar hospitalizado. Minas Gerais figura entre os estados onde esse tipo de crime é mais comum, ficando atrás de São Paulo e Paraná.

 

*Com informações do HNSC

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