Estoque de sangue do grupo O – pode acabar em apenas 3 dias

6/01/2022 | Minas Gerais

A é ainda mais preocupante por ser janeiro –  Foto: Divulgação/ Adair Gomez/ Agência Minas

 

 

Em menos de três dias, os estoques de sangue O – correm o risco de acabar no Hemominas de Minas Gerais. Esse tipo sanguíneo é o mais utilizado nas unidades hospitalares, pois é compatível com todos os outros. Isso significa que, em caso de urgência, quando não é possível realizar testes, ele é usado. “Apesar disso, apenas 6% da população tem O -. Isso é comum nos grupos negativos em geral”, explica Viviane Guerra, assessora de Captação e Cadastro da Fundação Hemominas.

 

Além do O -, que está em “nível” classificado como crítico pelo Hemominas, os tipos O +, A -, B – e AB – também estão com estoques baixos, na faixa de “alerta” (35% abaixo do ideal) – apenas o AB + está estável, e o A + e B +, adequado.

 

A baixa nos bancos de sangue é ainda mais preocupante por ser janeiro, período de férias em que as pessoas não costumam doar. Outro agravante é a retomada das cirurgias eletivas desde julho do ano passado, o que aumenta demanda por sangue.

 

Para que outras pessoas saiam com vida do hospital, doadores devem procurar um dos 20 postos de captação em Minas. “Atualmente, o estoque de O – está 42% abaixo do ideal. Fazemos apelo para a população doar”, ressalta Viviane Guerra.

 

A baixa nos estoque é explicada por um conjunto de fatores, conforme explica a assessora. “A pandemia de Covid-19, as festas de fim e começo de ano, o período chuvoso e essa onda de gripe. Tudo reflete na queda de doações”, afirma. Além disso, a queda no número de doadores já vem acontecendo ao longo dos anos no Estado.

 

Em 2018, foram 354.957 e, em 2021, 318.411, uma redução de 10,3%. “Estamos lidando com isso ao longo dos anos. As epidemias de febre amarela e dengue contribuíram para a flutuação entre 2018 e 2019 (348.158). Em 2020 (308.970), a diminuição foi reflexo da pandemia do coronavírus. Tivemos um discreto aumento no ano passado, mas precisamos avançar mais”, comentou Viviane.

 

Por O Tempo

 

 

 

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