FAKE NEWS: urnas eletrônicas NÃO foram apreendidas em carro particular

Foto: Internet/Na abordagem, foi constatado que não havia irregularidades.

Jornalismo Santana FM

Está circulando no whatsapp diversas fotos de urnas eletrônicas dentro de uma caminhonete acompanhadas do seguinte texto: “Pessoal repassar nos grupos, urnas eletrônicas do TRE são apreendidas agora a pouco em carro particular com destino a Autazes no Amazonas!”. Não houve apreensão de urnas. As mensagens são falsas. As fotos também têm circulado com uma outra mensagem falsa que fala que a Brigada Militar de Serafina Corrêa aprendeu quatro urnas eletrônicas no carro de uma pessoa.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Amazonas e a Polícia Militar do Amazonas afirmaram que as imagens foram feitas durante uma operação na tarde do último sábado (20), mas negaram que houve qualquer apreensão ou irregularidade.

Em nota oficial, o TRE e a PM afirmaram que as urnas estavam sendo encaminhadas para atender o pleito do município de Careiro da Várzea. Na abordagem, foi constatado que não havia irregularidades. Porém, um dos policiais fotografou as urnas sendo transportadas, e divulgou em sua rede social de forma equivocada.

O Comando Geral da PM reitera que todo o procedimento realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral tem ocorrido dentro de sua normalidade com a máxima lisura, não havendo quaisquer dúvidas com relação ao andamento do processo eleitoral.

O comandante-geral da PM, coronel Cláudio Silva, diz ter tomado conhecimento do ocorrido e determinado que a ação do policial seja apurada dentro dos ditames legais pela Diretoria de Justiça e Disciplina (DJD) a fim de combater atitudes que disseminem a proliferação de “fake news”.

A Justiça Eleitoral, por meio da Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e dos 27 (vinte e sete) Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, divulgou uma carta à nação brasileira onde esclarece a confiabilidade das urnas eletrônicas. Confira na íntegra:

Imagem: Carta TRE

CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA

A Justiça Eleitoral, por meio da Presidente do Tribunal Superior Eleitoral e dos 27 (vinte e sete) Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais, vem a público para:

  1. Reafirmar a total integridade e confiabilidade das urnas eletrônicas e do modelo brasileiro de votação e apuração das eleições;

  2. Informar que a urna eletrônica brasileira é totalmente segura. Ela conta com 8 (oito) barreiras físicas e mais de 30 (trinta) barreiras digitais que inviabilizam ataques de hackers e invasão cibernética do voto, mesmo porque em NENHUM momento a urna eletrônica é conectada à rede mundial de computadores (internet);

  3. Informar que NÃO existe a possibilidade da urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor. Isso pode ser comprovado, inclusive, por meio da Auditoria de Votação Paralela, realizada em sessão pública e em tempo real nos tribunais eleitorais instalados nas 27 Unidades da Federação;

  4. Esclarecer que o processo de votação é perfeitamente auditável. A auditoria do voto eletrônico pode ocorrer sob variados aspectos, como por exemplo, a reimpressão do boletim de urna, a comparação entre o boletim impresso e o boletim recebido pelo sistema de totalização, verificação de assinatura digital, comparação dos relatórios das atas das seções eleitorais com os arquivos digitais da urna, dentre outros;

  5. Informar que a Justiça Eleitoral rotineiramente realiza testes e auditorias que comprovam e asseguram a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico auditoria de Votação Eletrônica, Teste Público de Segurança, Auditoria em Tem o Real em seções eleitorais, Assinatura Digital de lacração dos Sistemas Eleitorais). O testes e auditorias são realizados em cerimônias públicas, abertas aos candidatos, aos partidos políticos e à sociedade em geral, e conta com a presença e supervisão de membros do Ministério Público Eleitoral, da Ordem dos Advogados do Brasil, de organizações nacionais e internacionais;
  6. Conclamar a sociedade em geral para atuar em prol da manutenção do Estado Democrático de Direito, com respeito às suas instituições, dentre as quais a Justiça Eleitoral, que é a responsável por assegurar a legitimidade do processo eleitoral brasileiro.

Diante do exposto, conclama-se a nação brasileira a apoiar as diretrizes na presente Carta, multiplicando esforços para garantir a manutenção dos direitos duramente conquistados que asseguram a concretização do processo eleitoral transparente, seguro, justo e democrático em cada eleição periodicamente realizada pela Justiça Eleitoral.

%d blogueiros gostam disto:
WordPress Appliance - Powered by TurnKey Linux