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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de julho de 2021

Ex-presidente Lula –  Foto: SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

 

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta quinta-feira (24) a suspeição do então juiz Sergio Moro em mais dois processos relacionados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

A decisão vale para os processos relacionados a um sítio em Atibaia (SP) e à doação de um imóvel para o Instituto Lula.

 

Desde o início das investigações, Lula tem reafirmado ser inocente e ter sido “vítima da maior mentira jurídica” da história do Brasil.

 

Nesta quarta (23), o Supremo Tribunal Federal reconheceu a parcialidade de Moro ao condenar Lula no caso do triplex em Guarujá (SP)

 

A decisão de Gilmar Mendes

 

Gilmar Mendes tomou a decisão desta quinta-feira ao atender a um pedido da defesa do ex-presidente Lula.

 

Na decisão, o ministro afirmou que a condução por Moro dos processos do triplex, do sítio e do imóvel para o instituto são semelhantes.

 

“Nos três processos, houve a persecução penal do paciente [Lula] em cenário permeado pelas marcantes atuações parciais e ilegítimas do ex-juiz Sergio Fernando Moro. Em todos os casos, a defesa arguiu a suspeição em momento oportuno e a reiterou em todas as instâncias judiciais pertinentes”, escreveu Gilmar.

 

Para o ministro, os “abusos” reconhecidos pelo STF no caso do triplex também ocorreram em outros processos relacionados a Lula.

 

“Diversos dos fatos ocorridos e que fundamentaram a decisão da Turma pelo reconhecimento da suspeição são compartilhados em todas as ações penais, como os abusos em conduções coercitivas e na decretação de interceptações telefônicas”, acrescentou.

 

Gilmar Mendes lembrou ainda o fato de Moro ter retirado o sigilo da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci às vésperas das eleições de 2018 “com finalidades eleitorais”.

 

Por G1