Greve dos ônibus é suspensa em BH após reunião no TRT

24/11/2021 | Minas Gerais

Estação Diamante amanheceu nesta terça-feira 23/11 sem nenhum coletivo –  Foto Foto: Videopress Produtora

 

 

Após reunião entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), o Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e região (STTRBH), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG), na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a greve dos ônibus foi suspensa, por 72 horas. O presidente do STTR-BH, Paulo César, a informação será repassada para todos os motoristas e até, esta quarta-feira (24), a circulação dos coletivos estará normalizada na capital.

 

No encontro, ficou decidido que o movimento está suspenso até às 13 horas de sexta-feira (26), quando o Setra-BH deve apresentar uma proposta de reajuste. Caso isso não ocorra, a paralisação será retomada.

 

“A classe está sem reajuste, desde o dia 1º de outubro de 2019. Há trabalhador que não tem como arcar com as dívidas com o salário que recebe atualmente. Por isso, precisamos de propostas cabíveis (razoáveis) sobre o reajuste salarial da categoria”, pontuou Paulo César.

 

O que diz o Setra-BH?

 

O presidente da Setra-BH, Raul Leite, garantiu que apresentará uma proposta em tempo hábil. “Vamos fazer de tudo para ter uma negociação, mesmo com o Setra-BH estando a caminho de um colapso financeiro”, disse. Ele relembrou que a receita é de R$ 64 milhões, já o gasto é de R$ 100 por mês.

 

O que diz a prefeitura?

 

O prefeito Aklexandre Kalil (PSD) informou, também no encontro, que o poder Executivo não é de responsabilidade da prefeitura a negociação entre patrões e empregados. O procurador geral do município, Castellar Guimarães, e o presidente da BHTrans, Diogo Prosdócimi, também estavam na reunião. “A situação é difícil, mas nem para o funcionalismo a prefeitura deu reajuste”, pontuou o prefeito.

 

Ainda conforme Kalil, será debatido junto ao Setra-BH questões contratuais, em dezembro deste ano. “Vamos debater com a Setra-BH sobre questões contratuais, quebras de cláusulas existiram por ambas as partes. Mas vamos resolver e debater em um momento oportuno. Este é o momento para debater normas trabalhistas entre empresas e empregados, por isso, a prefeitura não vai participar,” finalizou.

 

Por O Tempo

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