Bonfim: Grupo que sequestrou funcionários de banco é preso

28/12/2021 | Minas Gerais

Polícia indiciou os seis participantes do esquema, apenas um deles, está foragido – Foto Divulgação Polícia Civil

 

 

Seis homens, com idades entre 27 e 40 anos, foram indiciados por extorsão mediante sequestro após a Polícia Civil de Minas concluir investigações do crime praticado em novembro de 2019 na cidade de Bonfim, na região Central do Estado.

 

À época, o grupo criminoso teria extorquido dois funcionários de uma unidade do banco Sicoob na cidade e seus familiares. No crime, conhecido como sapatinho, os suspeitos sequestraram, inicialmente, um funcionário da agência bancária e sua esposa. Após constatarem que ele não tinha acesso ao cofre do banco, eles foram até o município de Rio Manso, onde vivia a gerente da unidade bancária, e sequestraram a funcionária e seu marido.

 

“Sob ameaças de mutilação e outras ameaças graves, as vítimas passaram a noite em cativeiro. No início da manhã, a gerente do banco foi levada à agência e fez o recolhimento dos valores no caixa eletrônico e a família foi libertada próximo à cidade administrativa”, explica o delegado Thiago Machado, chefe da Divisão Operacional do Deoesp – Departamento Estadual de Operações Especiais.

 

Durante as investigações, a Polícia Civil teve informações sobre os possíveis autores e, diante disso, descobriu que os suspeitos já eram investigados por um crime da mesma natureza na cidade de Buenópolis, também na região Central mineira. Um dos indivíduos, de 36 anos, mentor do esquema, já estava preso e coordenou a ação da cadeia.

 

Outros três homens, de 31, 37 e 40 anos foram identificados e presos. Apenas um participante do esquema, de 27 anos, continua foragido.

 

Segundo Fabíola de Oliveira, delegada titular da Delegacia Especializada Antissequestro do Deoesp, todos os indivíduos possuem extensa ficha criminal e prisões por delitos de diferentes naturezas. “Roubo, homicídio, porte ilegal de armas, tráfico de drogas”, enumerou ela, que destaca a importância da investigação para a retirada do grupo das ruas para coibir sua atuação.

 

Por O Tempo 

 

 

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