'Invocação do Mal 2', de James Wan, faz história no país

15/06/2016 | Giro Cultural

invocacao 2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Filme é a maior bilheteria de terror no país; “Truque de Mestre 2” e a adaptação “Warcraft” confirmam segunda e terceira posição, respectivamente

 

 

James Wan virou o Midas do terror em Hollywood depois que o primeiro “Invocação do Mal”, que ele dirigiu, e outro filme derivado daquele, “Annabelle”, bateram recordes de bilheteria. “Invocação do Mal 2” não apenas entrou arrebentando na última quinta (9) como promete bater “Annabelle”, que Wan produziu e, com 3,6 milhões de espectadores, é a maior bilheteria de terror no país. Mesmo com um dia a mais – as estreias eram na sexta, hoje na quinta -, “Invocação 2” fez o dobro do primeiro dia do original.

Antes que você diga que faturamento não é, necessariamente, sinônimo de qualidade – muita gente diria que é o oposto -, é bom destacar que James Wan conseguiu. O filme é (muito) bom. E aqui cabe uma tergiversação. Em 2013, quando Wan estava fazendo “Invocação do Mal”, Justin Lin veio ao Brasil para participar do lançamento de “Velozes e Furiosos 6”. O filme revelou-se o melhor da série, até então. Lin, cineasta de origem taiwanesa, foi chamado para dirigir o novo “Star Trek – Sem Fronteiras”, abriu-se a vaga para “Velozes 7” e Wan foi cooptado para ocupar o posto. Wan, também de origem asiática – da Malásia -, já se exercitara na série “Jogos Mortais”, realizando o 1. Seu “Velozes e Furiosos 7”, emocionalmente turbinado pela morte prematura do astro Paul Walker, ultrapassou US$ 1 bilhão na bilheteria. E isso, somado ao megassucesso de “Invocação 1” e “Annabelle”, fez dele um dos autores que estão fazendo a diferença no cinemão.

Lin e Wan são orientais, jovens e talentosos. Têm pegada. A pergunta que não quer calar – Justin Lin vai conseguir estourar na série “Star Trek”? James Wan já está multiplicando o sucesso de “Invocação do Mal”. Inicialmente, o fenômeno é que um filme barato atingisse números tão estratosféricos. A sequência é mais caprichada, em todos os sentidos, e isso significa que a produção foi mais cara. Retornam os especialistas paranormais Patrick Wilson e Vera Farmiga. Desta vez, resolvem desistir das pesquisas de campo e apenas dar palestras. Mas a própria Igreja consegue que investiguem o caso de uma garota inglesa vítima de possessão demoníaca.

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