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Itaúna, 16 de junho de 2021

O tempo de validade máximo após abertura do frasco, conservado entre 2°C e 8°C, é de seis horas – Foto  Ascom Sesau/ Carla Cleto

 

 

Os quatro maiores municípios da macroregião Oeste ( Divinópolis, Nova Serrana, Pará de Minas e Itaúna) vão receber vacinas da Pfizer, farmacêutica norte-americana que foi uma das primeiras no mundo a desenvolver um imunizante eficaz contra o novo Coronavírus. O tipo de imunobiológico feito pela empresa tem uma logística muito difícil, por isso, não serão todos os municípios que vão recebê-lo.

 

Recentemente equipes das secretarias de saúde das cidades participaram de um treinamento feito pela regional de Divinópolis sobre o tema. Produzida pela farmacêutica americana Pfizer e pela empresa alemã BioNTech, o imunizante possui eficácia geral de 91% após aplicação da segunda dose, de acordo com as empresas.

 

Este imunizante possui 100% de eficácia em casos graves da doença, como morte e internações até seis meses após aplicação da segunda dose. Estudo publicado pela revista científica The Lancet, mostra que o imunizante da Pfizer possui 70% de proteção contra Covid-19 após aplicação da primeira dose.

 

Veja quais cidades receberão doses da Pfizer

 

A Comissão Intergestores Bipartite do Sistema Único de Saúde do Estado de Minas Gerais (CIBSUS/MG), coordenada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, aprovou a seleção de 47 municípios mineiros aptos a participar da segunda etapa de expansão da vacina Pfizer no estado.

 

Na 20ª remessa de vacinas enviada pelo Ministério da Saúde a Minas Gerais, na última terça-feira (18/5), foram recebidas 64.350 doses da Pfizer. A distribuição aos municípios terá início nesta sexta-feira (21/5) para as Unidades Regionais de Saúde (URSs), que vão repassar as doses do imunizante para as 47 cidades.

 

Cidades:

 

Alfenas
Araguari
Araxá
Barbacena
Betim
Caratinga
Conselheiro Lafaiete
Contagem
Coronel Fabriciano
Curvelo
Divinópolis
Governador Valadares
Ibirité
Ipatinga
Itabira
Itajubá
Itaúna
Ituiutaba
João Monlevade
Juiz de Fora
Lavras
Manhuaçu
Montes Claros
Muriaé
Nova Lima
Nova Serrana
Pará de Minas
Ribeirão das Neves
Sabará
Santa Luzia
São João Del Rei
Teófilo Otoni
Timóteo
Vespasiano
Passos
Paracatu
Patos de Minas
Patrocínio
Poços de Caldas
Pouso Alegre
Sete Lagoas
Três Corações
Ubá
Uberaba
Uberlândia
Unaí
Varginha

 

Os critérios

 

Além das diretrizes do Ministério da Saúde, os critérios estabelecidos para cada município receber o imunizante da Pfizer são: cidades com população acima de 79.000 habitantes; municípios com equipe capacitada para a administração da vacina; municípios com distância máxima de 2h30min da capital, por modal aéreo ou rodoviário (veículo refrigerado), a fim de ampliar a segurança da preservação da temperatura de transporte indicada (-15°C à -25°C).

 

As unidades de saúde selecionadas deverão estar orientadas e comprovar mecanismos de agendamento para a vacinação.

 

De acordo com a pasta, a lista de usuários indicados à vacinação deverá ser duas vezes o total de vacinas disponibilizadas àquela unidade e às unidades de saúde selecionadas. Elas deverão agendar a vacinação de um total de pessoas compatível com o consumo de 100% das vacinas a serem recebidas em, no máximo, quatro dias, a contar da data agendada para o recebimento das vacinas.

 

O tempo de validade máximo após abertura do frasco, conservado entre 2°C e 8°C, é de seis horas.

 

As unidades devem manter procedimentos orientados à utilização integral das seis doses (0,3 ml) por frasco no período de funcionamento/vacinação. Além disso, de acordo com a secretaria, não está autorizada a realização da vacinação com Pfizer/Comirnaty fora das unidades de saúde, de forma que as condições de preparo e conservação estejam rigorosamente preservadas.

 

Vacinas contra COVID-19 usadas no Brasil

 

  • Oxford/Astrazeneca
    Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, a vacina recebeu registro definitivo para uso no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No país ela é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

  • CoronaVac/Butantan
    Em 17 de janeiro, a vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan no Brasil, recebeu a liberação de uso emergencial pela Anvisa.

 

  • Janssen
    A Anvisa aprovou por unanimidade o uso emergencial no Brasil da vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, contra a COVID-19. Trata-se do único no mercado que garante a proteção em uma só dose, o que pode acelerar a imunização. A Santa Casa de Belo Horizonte participou dos testes na fase 3 da vacina da Janssen.

 

  • Pfizer
    A vacina da Pfizer foi rejeitada pelo Ministério da Saúde em 2020 e ironizada pelo presidente Jair Bolsonaro, mas foi a primeira a receber autorização para uso amplo pela Anvisa, em 23/02.

 

Por Redação Com o Uai 

 

 

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