Minas anuncia conclusão do Plano de Energia e Mudanças Climáticas

17/02/2015 | Minas Gerais

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, por meio da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), anunciou, nesta semana, a conclusão do Plano de Energia e Mudanças Climáticas (PEMC) de Minas Gerais para o período de 2015-2030. O documento é uma resposta do Governo do Estado aos períodos de longas estiagens e fortes chuvas que causaram impactos significativos na economia do Estado nos últimos anos.

O PEMC é o pontapé para que Minas reduza a vulnerabilidade às mudanças climáticas e articule as diferentes iniciativas já desenvolvidas, dentro de uma estratégia territorial integrada. As ações previstas no plano (nas áreas de Energia, Agricultura, Florestas e outros Usos do Solo, Transportes, Indústria e Resíduos) vão garantir uma redução de 17{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} a 20{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} das emissões dos gases de efeito estufa no Estado até 2030.

Caso as ações não sejam executadas, estimativas indicam um crescimento de cerca de 60{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} nas emissões e que os impactos decorrentes das mudanças climáticas para a economia estadual podem alcançar cerca de R$ 450 bilhões. “As perdas são relevantes caso nada seja feito. O clima começou a representar um risco para o desenvolvimento de Minas”, avalia o gerente de energia e mudanças climáticas da Feam, Felipe de Miranda Nunes. De 2008 a 2014, Minas já somou prejuízo de mais de R$ 12 bilhões devido aos eventos climáticos.

O plano torna-se ainda mais relevante se considerar que a temperatura no território mineiro deve crescer entre 2°C e 4°C no período até 2030, variando conforme a região e a estação do ano. Em cenários mais pessimistas, são projetados aumentos de temperatura ainda mais significativos, com variações médias entre 3°C e 5°C, sendo maiores no Vale Jequitinhonha, Norte e Noroeste, o que pode aumentar ainda mais as desigualdades regionais.

Atento a isso, os pesquisadores pensaram o plano de maneira regionalizada, com ações específicas para lidar com as diferentes especificidades e níveis de sensibilidade, exposição e capacidade de adaptação aos impactos climáticos. “O tema de energia e mudanças climáticas está no topo da política internacional e nacional e está descendo para o nível regional e local”, frisa Felipe.

Para o gerente, o desafio agora é debater e implementar o plano, definido como uma política público transversal e dinâmica, uma vez que envolve diversos setores e pode passar por adaptações. “Vamos debater sua implementação. Ajustes são necessários, não só com a sociedade, mas também com governos e organizações não governamentais. Temos que ter sinergia, pensar e agir em sintonia para que ações sejam eficientes”, defende Felipe.

Clique aqui para conferir o Plano de Energia e Mudanças Climáticas na íntegra ou aqui para acessar o site.

Em relação à questão energética, o plano sinaliza que Minas Gerais tem experimentado um forte crescimento do seu consumo final de energia, que mais que duplicou entre 1978 e 2010. Neste ano, MG importou o equivalente a 57,3{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} da demanda de energia de seu território. De acordo com o plano, o desequilíbrio estrutural se deve, sobretudo, às importações de carvão e de petróleo e derivados.

Diante deste cenário, também caracterizado pela grande dependência dos recursos hídricos para a geração de energia, o plano conclui que Minas subutiliza seu potencial de eficiência energética em seus diversos setores. Por isso, sugere a produção de energia a partir de fontes renováveis considerando opções alternativas. 

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