Minas deve desobrigar uso de máscara em ambientes fechados em maio

1/04/2022 | Minas Gerais

Minas Gerais vai ampliar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 para todos os idosos acima de 70 anos -Foto Freepik/ Reprodução R7

 

O governo de Minas Gerais espera desobrigar o uso de máscara em ambientes fechados em todo o estado a partir de 1º de maio. Isso vai ser possível se a incidência da Covid-19 continuar a cair em abril e se a cobertura vacinal contra a doença crescer ao longo do mês.

 

A expectativa da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) é que Minas atinja, em breve, o menor nível de casos e óbitos desde o início da pandemia, mesmo com a circulação já confirmada da subvariante BA.2 da ômicron.

 

Até o momento, 151 dos 853 municípios mineiros já aplicaram a dose de reforço em pelo menos 70% da população com 18 anos ou mais. Este é um dos critérios estabelecidos pela SES-MG para a liberação da máscara em espaços fechados. O outro é atingir ao menos 80% da população com 5 anos ou mais com as duas doses da vacina.

 

Nessas localidades, o estado já autoriza o fim das máscaras, mas essa decisão cabe às prefeituras.

 

Outras 166 cidades estão próximas de atingir 70% da população com a dose de reforço.

 

“Já temos muitos municípios aptos que a gente recomenda que não seja obrigatório uso de máscara em local fechado (…) Se tudo der certo, e vai dar, no dia 1º de maio qualquer município poderá, por decisão municipal, desobrigar a máscara em ambientes fechados”, disse o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (1º).

 

“Caso eles queiram tomar essa decisão (de liberar o item de proteção), em relação à Secretaria de Estado de Saúde, a gente vê com muita normalidade, porque (Belo Horizonte) bateu a meta que a gente estabeleceu”, afirmou Baccheretti.
Em nota, a PBH disse que “estão mantidos os protocolos vigentes” e que a máscara continua obrigatória em ambientes fechados.

 

“É importante reforçar que as normas são constantemente avaliadas, sempre de acordo com a atual situação epidemiológica da cidade e com o objetivo de garantir a assistência da população”, afirmou o município.

 

Em locais abertos, a máscara deixou de ser obrigatória, conforme orientação do estado, em 12 de março. Na capital, o item de proteção deixou de ser exigido em ambientes abertos no dia 4.

 

Quarta dose da vacina

Minas Gerais vai ampliar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 para todos os idosos acima de 70 anos a partir deste sábado (2). Até agora, a segunda dose de reforço é destinada a para pessoas com 80 anos ou mais.

 

Baccheretti destacou a importância de o público-alvo tomar o imunizante. “É comum de qualquer vacina a imunidade se perder com o tempo, especialmente em imunossuprimidos e pessoas idosas, isso não tem a ver com a vacina de Covid. É uma doença que a gente viu o estrago que faz e, por isso, o cuidado maior em relação ao reforço”, falou.

Fila de pacientes zerada

Segundo Baccheretti, pela primeira vez desde o início da pandemia, Minas Gerais não tem pacientes aguardando leitos de terapia intensiva no SUS, no sistema estadual e nos sistemas municipais.

 

“Não é erro de dado, é um fato que hoje não temos nenhum paciente aguardando leito de CTI no estado, isso é muito bom. Isso confirma esse momento nosso de melhoria”, disse o secretário.

 

Em março do ano passado, o estado chegou a ter mais de mil pessoas aguardando vaga em UTIs.

 

Vacinação infantil

A cobertura vacinal contra a Covid-19 entre crianças de 5 e 11 anos chegou a 65% em Minas Gerais. No entanto, em 114 cidades mineiras, a cobertura da primeira dose está abaixo dos 50%.

 

Segundo o secretário, a vacinação é muito heterogênea no estado. Em municípios maiores, os índices de imunização costumam ser mais elevados. Há, ainda, problemas de lançamento de dados.

 

“Em cidades menores, interioranas, a vacinação de reforço e infantil patina, não existe esse entendimento tão grande sobre a importância da vacinação”, disse Baccheretti.

Ele destacou a importância de as escolas trabalharem na conscientização dos pais e de os municípios fazerem busca ativa por crianças não vacinadas.

 

“Já aplicamos mais de 1,5 milhão doses sem nenhum efeito grave. Não estamos falando de pesquisa, estamos falando do fato. A vacina é segura”, afirmou.

 

Por G1

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