Minas ganhará campanha contra racismo em escolas do Estado

25/03/2015 | Minas Gerais

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Um acordo que visa promover campanha de enfrentamento ao racismo e desenvolvimento da promoção da igualdade racial nas escolas públicas do Estado foi assinado pelo governador Fernando Pimentel e a ministra Nilma Lino Gomes, da Secretaria de Políticas de Promoção à Igualdade Racial, ligada à Presidência da República (Seppir/PR).

O ato ocorreu dois dias após a comemoração do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial e no ano em que se inicia a Década Internacional dos Povos Afrodescendentes, ambos instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O acordo tem como objetivo desenvolver ações em todas as 3.667 escolas da rede estadual de ensino de Minas Gerais para a superação do preconceito racial, alcançando o reconhecimento e a valorização da história e da cultura dos povos africanos na formação da sociedade brasileira.

Durante discurso, o governador ressaltou que a maior parte das mortes violentas de jovens em todo o país (cerca de 80{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b}) atinge exatamente os negros – e que essa é uma “chaga” que precisa ser combatida. “Nosso compromisso é acabar com essa chaga. E não há forma melhor de fazê-lo do que enfrentar a situação a partir da educação, das escolas, do trabalho didático-pedagógico e acabar com essa vergonha que é a morte violenta dos jovens negros”, declarou.

Entre as ações propostas que visam contemplar os 2,15 milhões de alunos das escolas públicas estaduais mineiras está a realização de um diagnóstico para identificar a forma como as relações étnico-raciais e a cultura afro-brasileira e africana são tratadas nas escolas. A partir disso, a Secretaria de Estado de Educação fará um estudo para estabelecer ações sobre o tema, a serem implementadas de 2016 a 2018.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, o primeiro passo da campanha é a disponibilização nas escolas da síntese da coleção “História da África”, conjunto de livros que contam a história da contribuição dos povos africanos para a humanidade. Um exemplar foi entregue ao governador pela coordenadora do setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes.

“Já temos 2.000 escolas com a coleção. É importante e temos que investir na formação dos professores”, salientou Macaé, que destacou a importância da campanha. “Para democratizar a educação é preciso mobilizar o acesso, garantir a permanência e contribuir para o aprimoramento de práticas e valores que respeitem e reconheçam adequadamente a adversidade de experiências étnico-raciais no sistema de ensino de Minas”, completou.

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