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Rádio Santana FM

Itaúna, 19 de junho de 2021

Casos de pessoas infectadas pela segunda vez pelo novo coronavírus existem, mas são raros – Foto: Reuters/direitos reservados

 

 

Minas Gerais investiga 150 pacientes suspeitos de reinfecção por Covid-19, segundo informações da Secretaria de Estado de Saúde. Há um caso confirmado de reinfecção no estado, em Sabará, na Grande BH.

 

Casos de pessoas infectadas pela segunda vez pelo novo coronavírus existem, mas são raros, e a ciência ainda não definiu com qual frequência eles ocorrem.

 

A reinfecção acontece quando a pessoa se recupera da Covid-19 e tempos depois ela adoece novamente. Para confirmar a recontaminação, é preciso provar que o código genético do primeiro vírus é diferente do segundo. O código genético é como se fosse uma impressão digital do vírus.

 

Em todo o estado, segundo a pasta, já foram 309 casos notificados de reinfecção desde o início da pandemia, sendo que 2 já foram descartados, 1 confirmado e 156 foram considerados inconclusivos “devido à falta de dados que permitissem a investigação”. Os outros 150 são os que seguem em investigação.

 

Na capital

 

Em Belo Horizonte, são 57 casos de pacientes com a suspeita de terem sido infectados pela segunda vez com Covid-19.

 

Ao todo, desde o início da pandemia, já foram notificados 111 casos suspeitos de reinfecção na capital mineira. Destes, 1 caso foi descartado, 53 foram classificados como inconclusivos e os 57 permanecem em investigação.

 

O primeiro caso de reinfecção do mundo foi confirmado em agosto, por pesquisadores de Hong Kong. Trata-se de um homem saudável com o segundo caso de Covid-19 diagnosticado 4 meses e meio depois do primeiro. O sequenciamento do genoma mostrou que as duas cepas do vírus são diferentes, o que comprova a reinfecção.

 

No Brasil, o primeiro caso de reinfecção foi confirmado em 9 de dezembro.

 

Como são as investigações

 

Em Minas Gerais, as investigações de reinfecção são realizadas por meio do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS Minas) em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed) e regionais de saúde.

 

Pelo protocolo, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) considera casos suspeitos de reinfecção aqueles em que a pessoa apresentou novo quadro clínico em período acima de 90 dias do primeiro episódio confirmado laboratorialmente.

 

Desde 7 de setembro, quando houve mudança no protocolo, todos os casos positivos para a Covid-19 com novo quadro clínico em período maior ou igual a 90 dias da primeira confirmação passaram a ser testados e notificados ao estado. As amostras positivas são enviadas à Funed, que faz sequenciamento genético para verificar a presença de mutações.

 

O processo de investigação é iniciado com as notificações recebidas diariamente. A partir da identificação da origem das duas amostras, a Funed verifica a viabilidade das amostras. Caso as duas apresentem boa viabilidade, ou seja, se encontrado material genético do vírus, elas são encaminhadas para realização de sequenciamento genético com o objetivo de verificar se trata-se de vírus de linhagens diferentes.

 

Dos casos em investigação, alguns aguardam a avaliação de viabilidade da amostra, outros aguardam o encaminhamento da amostra quando feito por laboratórios diferentes da Funed. Em alguns casos, ainda é aguardada a informação se o paciente realmente tem as duas amostras.

 

 

Por G1