Novo dono, Ronaldo vê Cruzeiro como ‘máquina de fazer dinheiro’

23/12/2021 | Esportes, Minas Gerais

Ronaldo se tornou sócio majoritário do Cruzeiro e se comprometeu a investir R$ 400 milhões – Foto XP/divulgação

 

 

Antes de tomar a decisão de investir R$ 400 milhões e se tornar sócio majoritário da SAF do Cruzeiro, Ronaldo estudou por alguns meses os prós e contras de fazer a operação. Ao bater o martelo com a XP Investimentos, no sábado (18/12), o Fenômeno já tinha a exata noção de que o negócio será muito rentável a médio e longo prazo, a ponto de ter afirmado, em entrevista recente, que o clube tem potencial de ser ‘uma máquina de fazer dinheiro’.

 

Em entrevista ao podcast Flow antes de fechar a compra do Cruzeiro, Ronaldo deu sinais de que estava muito por dentro do potencial do clube, desde que administrado de forma competente.

 

“Futebol é rentável. Pô, uma base de dados como o Cruzeiro tem, cara. Isso é uma máquina de fazer dinheiro. Fazendo minimamente bem, não precisa ser um gênio, vai dar certo. Volto naquela ideia da gestão sustentável, não precisa ser gênio. Os clubes estão identificando que precisam dessa gestão sustentável, precisam dela mais do que a água para beber”, declarou.

 

Na mesma entrevista, Ronaldo falou de suas experiências como investidor no Strikers FC, dos Estados Unidos, em 2014 – projeto do qual se desvinculou -, e no Valladolid da Espanha, a partir de setembro de 2018. O Fenômeno alertou que não tem como princípio fazer investimentos descontrolados.

 

“A minha mensagem quando chego num lugar é que não sou um xeque árabe, de chegar e botar milhões e milhões. Eu vou fazer uma gestão sustentável e fazer o negócio acontecer. Aos poucos, organicamente, o time vai crescer”, alertou aquele que, dias depois, seria o dono do Cruzeiro.

 

Flamengo e Palmeiras são inspiração

 

No Brasil, Ronaldo ainda apontou Flamengo e Palmeiras como exemplos de boa administração. O primeiro, clube do seu coração, iniciou processo de reestruturação financeira na gestão de Eduardo Bandeira de Mello, em 2013 e 2018. Com a casa em ordem, voltou a ser competitivo em nível nacional e internacional. Já o Palmeiras passou por ‘choque de gestão’ entre 2013 e 2016 na gestão de Paulo Nobre e, desde então, conta com apoio do seu principal patrocinador, a Crefisa, para fazer grandes contratações e manter times de alto nível.

 

“O futebol brasileiro tem que seguir esses bons exemplos.. Não sei exatamente como eles (do Flamengo) fizeram, mas resultado a gente está vendo. O Flamengo faturando o que está faturando, é superávit todo ano, está vendendo bem jogador, o Palmeiras a mesma coisa. Esses são os exemplos bons que o futebol tem que seguir. O futebol não tem mais espaço para gestão ruim. O futebol tem que ter a gestão sustentável”, disse.

 

“O Flamengo estava sem ganhar há anos. Fez puta gestão, que iniciou o processo de reformulação do clube, com o Bandeira, passou para o (Rodolfo) Landim. É um puta de um exemplo. (…) Tem muito clube já buscando uma gestão sustentável. E é o caminho. Eu fiz três anos de superávit no Valladolid de 10 milhões de euros. Para pagar dívida, fazer time competitivo”, contou.

 

Ronaldo assumiu o Valladolid em 2018 já na primeira divisão. No primeiro ano, foi 16º colocado. No segundo, 13º. Já na terceira temporada, caiu para a Segunda Divisão espanhola, na 19ª posição. No momento, o time do Fenômeno é o quinto colocado da Segundona.

 

Como sócio majoritário do Cruzeiro SAF, Ronaldo dará as cartas no departamento de futebol do Cruzeiro e assumirá o controle de negociações como patrocínios, parcerias, licenciamentos, direitos de transmissão e franquias de lojas e escolinhas. O antigo clube manterá o patrimônio imobiliário, como a sede administrativa, os clubes sociais e as Tocas da Raposa I e II. A identidade visual do Cruzeiro, como escudo e cores, também não podem ser alteradas pelo novo dono.

 

Por Uai 

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