O que podemos aprender com as festas de fim de ano?

*Nilmar Silva

Você já conhece a repetida cena de fim de ano: muitas festas, muita alegria, todo mundo bem próximo e amigável. A gente faz aquela lista de promessas: academia, inglês, viagem dos sonhos, e por aí vai. Mas, talvez como eu, você também já tenha se perguntado: por que as pessoas ficam assim, nesta época? Por que tudo volta ao normal, depois que passa o dia 01 de janeiro? Para onde vai toda aquela atmosfera de felicidade? Mas, eu tenho uma novidade: dá para aprender muita coisa com as festas de fim de ano que possa ser útil para o ano que vem! Siga em frente na leitura deste breve artigo, que eu vou tentar te explicar como.

Há um ensinamento bem popular que fala que se você jogar um sapo na água quente, ele pula. Mas, caso você o coloque em um recipiente com água fria e a aquecer lentamente, por lá ele fica, bem quietinho, até provavelmente morrer. O que essa história bem simples pode nos ensinar? Bom, dê uma olhadinha para as pessoas que convivem com você. Preste atenção na sua família, amigos, colegas de trabalho. Veja o quanto eles talvez estejam repetindo comportamentos de forma circular, reclamando da vida, da profissão, da falta de dinheiro, ou então ainda estejam naquele relacionamento amoroso que todo mundo já viu que não tem mais jeito, menos eles! Não estão iguaizinhos ao sapo, no seu “quentinho”? Veja, agora, como VOCÊ tem lidado com a SUA vida. Pergunte-se: o que EU fiz, de fato, que havia planejado para este ano? Consegui atingir 90{4f38b4b7d8b4b299132941acfb1d57d271347fbd28c4ac4a2917fcb5fee07f0b} das minhas promessas, pelo menos? Eu mais planejo e executo do que reclamo? Em qual temperatura anda a “minha água”?

As festas de fim de ano são como que um banho de água, só que muito quente! Elas tiram as pessoas desta correria exagerada, essa pressa que, muitas das vezes, nem sabemos o porquê temos, para onde vamos e o que com ela queremos. Parece uma disputa sem fim, onde o cansaço, o estresse e a falta de tempo se tornam o fogareiro que, aos poucos, vai esquentando o nosso recipiente. Por isso, chegando nesta época, é como se fossemos jogados, de uma vez só, no caldeirão borbulhante. Damos mais valor na família, nos amigos, no tempo com as pessoas que amamos. Tomamos um susto! “Já é dezembro!”, a gente diz. “E o que foi que eu fiz?”. Bom, eu costumo me apoiar naquela famosa frase: “se você continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar conseguindo o que sempre conseguiu”. Isso vale tanto para os nossos sucessos, quanto para os nossos fracassos, sobretudo. E caso você tenha se identificado com o “sapo que NÃO pula”, fique atento às cinco dicas abaixo. Afinal, sempre é tempo de mudar!

1) Invista mais tempo no seu autoconhecimento. Como será possível estabelecer e alcançar metas se você não se conhece bem? Leia, faça Ioga, faça psicoterapia, enfim, encontre a sua forma de se conhecer melhor.

2) Tenha bastante cuidado na hora de estabelecer as suas metas. Seja bem sincero com você mesmo: não coloque expectativas exageradas. Faça um planejamento consciente, bem pensado, de forma que você tenha convicção de que será possível atingi-las, mesmo que isso exija esforço.

3) Não se boicote! Algumas pessoas, sedentas demais por resultados rápidos, acabam desistindo no meio do caminho (ou até já no início, acredita?). Se for preciso, pare, revise, mude a velocidade e o método, mas não se dê por vencido nos primeiros desafios. Olhe para as melhores coisas que você já conquistou e tome-as como exemplo.

4) Peça ajuda, se precisar! Geralmente, os nossos planos e sonhos estão relacionados a alguém. Pode ser um casamento, o desejo de ter um filho, uma viagem para o exterior. Todas essas coisas podem precisar de “negociações” com as pessoas que estão próximas, e quanto mais gente te apoiando você tiver, melhor será.

5) A última e mais importante dica: deseje! Sonhe! Queira! Mas faça tudo isso de forma madura. Sabe aquela vontade de conquistar o mundo que a gente tinha quando criança, adolescente ou mesmo na nossa juventude? Então, não deixe esse “adulto carrancudo, desconfiado demais ou mal acostumado” te afastar daquilo que você quer. Se preciso for, “dialogue” com ele. Mas, não se renda à falta de desejos.

Se dá tempo? É claro que ainda dá tempo!

*Nilmar Silva é psicólogo (CRP 04/47630), filósofo, professor e especialista em educação. Faz atendimentos clínicos em seu consultório, escreve a coluna Psicologia em Foco da Santana FM e mantém o canal no YouTube Psicologia em Minutos, abordando temas ligados à saúde mental, recursos humanos, dentre outros.

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