Obras para resolver problemas na adutora Serra Azul devem durar 6 meses

4/03/2022 | Minas Gerais

Adutor do reservatório Serra Azul se rompeu, causando transtorno  – Foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

 

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) fará uma série de ações emergenciais na adutora Serra Azul, entre Juatuba e Betim, para normalizar o abastecimento de água em toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte. As obras preveem três etapas e serão concluídas em até seis meses para solucionar definitivamente o problema.

 

Na última terça-feira (1/3), os municípios de Juatuba, Mateus Leme e mais de 30 bairros de Betim ficaram sem água depois que uma adutora se rompeu numa fazenda. A estrutura teria se danificado depois que moradores da região atearam fogo em um entulho que estava sobre ela. Em virtude do alto volume de chuvas em janeiro, uma série de materiais arrastados pelas correntezas ficaram acumulados no local.

 

“Tínhamos o sistema Serra Azul contribuindo para o abastecimento da Região Metropolitana. Nós conseguimos restabelecer o abastecimento para Mateus Leme e Juatuba, que recebem a água normalmente. No caso de Betim, mais especificamente nas regiões de Maribá e Vianópolis, ainda há situação afetada. Estamos concluindo a primeira etapa de nossa intervenção, que foram ações urgentes. Agora, faremos com que a água do Rio Manso abasteça os dois municípios”, afirma o diretor de empreendimentos da Copasa, Ricardo Simões.

 

“A segunda etapa é uma obra de emergência em que vamos fazer uma adutora de menor diâmetro paralela à existente, já atravessando o rio. Com isso, conseguimos fazer uma recuperação de abastecimento do sistema Serra Azul da ordem de 600 a 800 litros por segundo e isso melhora a condição”, complementa.

 

Atualmente, a adutora Serra Azul é capaz de produzir uma carga de 2 mil litros de água por segundo, o que representa 15% da produção do sistema como um todo. As intervenções também preveem aumento da produção no Rio das Velhas, no Rio Manso e do Vale das Flores para minimizar eventuais impactos no futuro.

 

Ricardo Simões disse que não é possível prever ao certo o que houve no desabastecimento das cidades da Grande BH: “Estamos desmontando o trecho danificado para fazer uma avaliação. Pode ser algo relacionado às cheias do rio, já que houve uma enchente violenta que pode ter afetado isso. Há hipóteses de incêndios. Não dá para fazer nenhuma afirmação definitiva de que foi a causa”.

 

Ele também garantiu que não houve falta de reparos na estrutura de fornecimento de água: “O sistema é mantido periodicamente, é acompanhado e vistoriado. Faz parte do sistema de manutenção da Copasa há 40 anos. Foi um acidente, fato extraordinário que provocou aquilo”.

 

Durante as intervenções, a Copasa também pede que os cidadãos façam o uso de água racional, de modo que não falte abastecimento para outras regiões.

 

“Usar a água racionalmente é um dever de cidadania, mas nesse momento precisamos disso mais ainda. Não está na hora, por exemplo, de lavar carro, porque o Serra Azul integra a região de abastecimento da Grande BH”, afirma Ricardo.

 

“Não há risco de desabastecimento. Queremos transpor isso com menor transtorno possível. Também não existe um racionamento. Houve um acidente que impactou o sistema e ele agora vai se recuperar. Com isso, o abastecimento caminha para a normalização”, diz.

 

Por Uai 

Veja também