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Rádio Santana FM

Itaúna, 25 de junho de 2021

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A Operação Lava Jato, a maior investigação sobre desvio na história da Petrobras, completa um ano nesta terça-feira (17). Os trabalhos destes 12 meses resultaram em 19 ações penais e cinco cíveis contra executivos, doleiros, empreiteiros e ex-dirigentes da estatal, que foram denunciados por corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A base da operação está concentrada no juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal em Curitiba.

A expectativa é de que ainda essa semana a força-tarefa do Ministério Público Federal apresente mais uma denúncia. Desta vez a acusação é contra o grupo que controlava uma terceira diretoria da Petrobras. Nessa etapa, as investigações irão apontar desvios em contratos de outras estatais, possivelmente na área de energia. Neste um ano de operação, 15 investigados optaram  por fazer  acordos de delação premiada.

A Operação Lava Jato começou a ser desencadeada durante investigação do  mensalão, a ação penal 470 do Supremo Tribunal Federal que levou ao banco dos réus 40 investigados, entre eles José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula. De todo o valor arrecadado pelos mensaleiros, R$ 1,15 milhão foi parar na conta do então líder do PP na Câmara, deputado José Janene.

Durante as investigações um empresário do Londrina (PR) afirmou à Polícia Federal (PF) que Janene tentou usar o valor para lavar o dinheiro do mensalão. Uma investigação foi aberta em 2009 e identificou o primeiro grande alvo, o doleiro Alberto Youssef, parceiro do ex-deputado, morto em 2010.

A PF conseguiu identificar que a Petrobras era utilizada por um cartel formado por algumas das maiores empreiteiras do país que se infiltraram nas áreas estratégicas da estatal. A ação da organização criminosa era comandada pela Diretoria de Abastecimento, então sob comando de Paulo Roberto Costa, na Internacional, gestão Nestor Cerveró, e na Diretoria de Serviços, sob controle de Renato Duque, nome do PT.