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Rádio Santana FM

Itaúna, 14 de junho de 2021

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Dez condenados à morte foram enforcados nesta terça-feira (17) no Paquistão, o maior número de execuções em apenas um dia desde a suspensão, em dezembro, da moratória da pena capital que estava em vigor desde 2008.

Dois condenados foram executados em Karachi (sul), dois em Rawalpindi (norte), cidade vizinha de Islamabad, e seis no centro da província de Punjab (leste).

Desde dezembro, o Paquistão executou 37 condenados.

Os executados desta terça-feira (17) estavam envolvidos em casos de assassinatos ou estupros, alguns deles nos anos 1990.

Alguns réus foram julgados por tribunais antiterroristas, segundo as autoridades penitenciárias.

Em um primeiro momento, as autoridades suspenderam parcialmente a moratória sobre a pena de morte em resposta a um ataque talibã contra uma escola de Peshawar (noroeste) em 16 de dezembro, que provocou 154 mortes, em sua maioria de crianças. A medida envolvia apenas casos de terrorismo.

Mas na semana passada, o governo decidiu suspender por completo a moratória sobre a pena de morte.

De acordo com a Anistia Internacional, 8.000 condenados à pena capital estão atualmente nas penitenciárias do Paquistão. Segundo o governo, quase mil réus já esgotaram todas as possibilidades de recursos jurídicos.

Os defensores da pena de morte no Paquistão alegam que é a única maneira efetiva de enfrentar a onda de atentados islamitas.

Mas as organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que o sistema judicial paquistanês está repleto de torturas policiais e julgamentos injustos.

Um dos casos simbólicos citados pela comunidade internacional é o de Shafqat Husain, condenado à morte quando era adolescente e que tem a execução prevista para o dia 19.

Em 2004, um tribunal antiterrorista condenou o adolescente à pena de morte pelo assassinato de uma criança, apesar dos protestos da família, que alega a inocência do jovem e afirma que ele tinha apenas 15 anos no momento das acusações, o que deveria impedir a possibilidade de execução.