PC impõe sigilo de 5 anos sobre gastos nas buscas a Lázaro Barbosa

26/07/2021 | Brasil, Polícia

Força-tarefa que atuou na captura de Lázaro Barbosa, em Águas Lindas de Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 

 

Um processo administrativo impôs sigilo de 5 anos sobre gastos da Polícia Civil de Goiás nas buscas a Lázaro Barbosa. A classificação reservada sobre as informações foi decretada pela própria corporação após pedidos de informações sobre custos da operação, que envolveu 270 policiais, viaturas, helicópteros e dezenas de equipamentos.

 

Lázaro é suspeito de matar uma família no Distrito Federal e fugir para Goiás. Após 20 dias de fuga, ele foi morto durante troca de tiros com a polícia em 28 de junho, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Ele é investigado por cometer mais de 30 crimes.

 

O delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Deusny Filho, explica que o ato foi baixado em 13 de julho para proteger informações que podem expor a corporação, como por exemplo equipamentos usados para o “sucesso da missão”, projetos futuros, entre outros motivos.

 

Veja motivos alegados:

 

  • A divulgação dos dados expõe a instituição quantos aos equipamentos de que dispõe para investigação e operações policiais;
  • Os dados revelam qual a estratégia e os recursos utilizados para o sucesso da missão e quais projetos futuros restaram prejudicados com a referida situação;
  • As informações não se restringem somente ao caso encerrado, mas fazem parte de toda a estrutura pertencente à Polícia Civil, que é usada em outras circunstâncias e também a projetos que ainda nem foram implementados;
  • A divulgação desses dados vulnerabiliza a instituição em sua função investigativa, pondo em risco sua segurança e o sucesso de outras operações.

 

O delegado Deusny Filho reforça que o sigilo foi colocado sobre os dados referentes apenas aos gastos da Polícia Civil e não de toda a operação, que envolveu outras instituições, como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros.

 

Os pedidos de informações sobre a operação são enviados via Lei de Acesso à Informação (LAI) para a SSP, que coordenou a operação. A pasta distribui os pedidos para as instituições relacionadas e cada uma pode divulgar ou não a informação solicitada, como explicou o delegado.

 

Foi solicitado pela reportagem informações sobre os gastos globais da operação à SSP em 23 de junho. Como as buscas estavam em curso, o pedido foi negado, e a pasta disse que divulgaria após a conclusão das investigações.

 

A reportagem voltou a questionar à SSP, em 24 de julho, sobre os gastos e se a pasta também decretaria sigilo sobre os gastos de toda a operação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

 

Por G1

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