Polícia encaminha à Justiça inquéritos de crimes

23/05/2016 | Itaúna

presidio de nova serrana

Fachada do presídio de Nova Serrana: diretores são alvos de denúncias (Foto: Mário Cardoso/Divulgação)

Polícia encaminha à Justiça inquéritos de crimes no Presídio de Nova Serrana

 

 

Os inquéritos que apuram denúncias de crimes cometidos por diretores contra detentos do Presídio de Nova Serrana foram encaminhados à Justiça pela Polícia Civil. É o que afirmou nesta segunda-feira (23), em entrevista, o delegado regional Felipe Freitas. Ele disse que os investigadores aguardam o fim do inquérito para concluir o trabalho.

 

“Há ainda um segundo procedimento, ainda a ser instaurado, referente a outras denúncias feitas pelos presos e também a pedido da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa para apuração de outros crimes, como peculato”.

 

Se forem indiciados, os suspeitos poderão responder por tortura, falso testemunho, peculato, dentre outros.

 

Entenda o caso

O diretor-geral do Presídio de Nova Serrana, Gilmar Oliveira da Silva, e o diretor de segurança da mesma unidade, Wellington Marques da Costa, serão afastados dos cargos. A medida cautelar foi anunciada nesta quarta-feira (18) pelo deputado Cabo Júlio (PMDB) em audiência pública da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que divulgou o resultado da reunião. Os dois diretores são acusados de assédio moral contra agentes penitenciários e uso de viaturas para fins particulares. Eles não foram encontrados para se defender das acusações.

 

O debate na ALMG foi solicitado pelo presidente da comissão, deputado Sargento Rodrigues (PDT) e por Cabo Júlio. Ela dá continuidade à discussão iniciada em 19 de abril sobre denúncias de irregularidades e ilegalidades que teriam sido praticadas pelos diretores.

 

De acordo com Cabo Júlio, um contato com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) foi suficiente para que ele pudesse anunciar o afastamento cautelar dos dois diretores até que as investigações sejam concluídas. “Se a culpa for comprovada, eles ficarão afastados em definitivo e terão que pagar pelos atos. Se não ficar comprovada, voltarão aos cargos em 90 dias”, explicou.

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