Polícia Federal indicia servidores e empresários

1/07/2016 | Itaúna

PF revela esquema de vantagens em contratos públicos em Divinópolis

 (Foto: TV Integração/Reprodução)

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quinta-feira (30) uma investigação de formação de quadrilha, dispensa ilegal de licitação, prorrogação e concessão de vantagens ilegais em contrato público, desvios de verbas públicas, autorização de despesas em desacordo com normas e falsidade ideológica em Divinópolis. Quinze pessoas já foram indiciadas, dentre elas sete servidores ou ex-servidores da Prefeitura de Divinópolis, um funcionário do alto escalão da Caixa Econômica Federal (CEF) e sete empresários dos ramos de engenharia civil e imobiliário.

 

O delegado Antônio Benício Cabral disse que só contará detalhes do relatório conclusivo na segunda-feira (4), durante uma coletiva de imprensa. A Prefeitura e a CEF ainda não responderam.

 

De acordo com as primeiras informações divulgadas pela PF, o inquérito para apurar esses crimes foi instaurado em 10 de dezembro de 2013. A investigação começou com denúncias públicas de fraudes na cessão e na execução do contrato nº 27/2006-SEMVOP, no valor total de R$ 46 milhões, com financiamento pela Caixa Econômica Federal, por meio do programa “Saneamento Para Todos” para execução das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Saneamento.

 

“As investigações provaram que houve cessão ilegal do contrato, beneficiando empresários ligados a servidores municipais, com superfaturamento e cobrança de rubricas não permitidas em lei e depois as obras foram executadas parcialmente, com materiais de mais baixa qualidade e de forma truncada, tendo sido pagas como se tivessem sido executadas corretamente”, explicou a PF.

 

O inquérito em dois volumes tem 333 folhas e mais 27 apensos, com total aproximado de 6.750 folhas.

A coletiva de imprensa na qual o delegado pretende contar detalhes do caso está marcada para as 10h de segunda-feira, no auditório da delegacia em Divinópolis.

 

Procuradas pela reportagem, a Prefeitura de Divinópolis e a Caixa Econômica Federal, instituições diretamente citadas pela PF, ainda não responderam.

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