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Rádio Santana FM

Itaúna, 16 de junho de 2021

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O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu ajuda aos líderes do Oriente Médio para libertar os dois reféns japoneses ameaçados de execução pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI), informou a emissora pública ‘NHK’.

Durante sua viagem pelo Oriente Médio, que acabou afetada pela notícia do sequestro, Abe se reuniu com o presidente palestino Mahmoud Abbas, que mostrou disposição para trabalhar com Tóquio e combater o terrorismo.

“É uma corrida contra o tempo muito dura, mas o governo fará todo o possível”, disse Abe aos jornalistas antes de presidir uma reunião de crise.

“Ordenei ao governo que utilize todos os canais diplomáticos e caminhos possíveis para garantir a libertação das duas pessoas”, afirmou.

Abe manteve conversas telefônicas na terça-feira (20) com o rei Abdullah da Jordânia, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, e o presidente egípcio Abdul Fatah al Sisi.

Em seu diálogo com o rei Abdullah, Abe disse que as ameaças de morte aos reféns, como meio de se conseguir suas próprias exigências, são imperdoáveis, e acrescentou que o Japão se comprometeu a ajudar com US$ 200 milhões os países da região com gastos não militares, medidas que incluem o apoio a pessoas refugiadas e desalojadas pelo EI.

O primeiro-ministro acrescentou que o grupo jihadista revela sua natureza cruel ao criticar tal ajuda.

Abdullah garantiu que a Jordânia está disposta a reunir o máximo de informações possíveis, assim como proporcionar outras formas de apoio para resolver essa crise.

Abe fez o mesmo pedido a Erdogan e Al Sisi, e ambos expressaram sua vontade de ajudar.

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Fumio Kishida, por sua vez, fez um pedido aos chanceleres francês e americano para ajudar na libertação dos reféns.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, prometeram fazer o possível para resolver o incidente, disse Kishida a jornalistas em Londres, onde se encontra para participar de uma reunião de segurança com o governo britânico.

Está previsto que o ministro faça esse mesmo pedido ao chanceler britânico, informou um funcionário do governo japonês.

O EI ameaçou executar dois reféns japoneses, identificados como Haruna Yukawa e Kenji Goto, se não receber o pagamento de um resgate no valor de US$ 200 milhões, uma quantia idêntica a que Abe anunciou que destinará em ajuda aos países afetados pelo grupo jihadista.

Sabe-se que Yukawa esteve viajando por países como Síria e Iraque com fins comerciais, enquanto Goto, um conhecido jornalista freelancer, desapareceu em outubro depois que decidiu ir à Síria.