Robô no ‘zap’ chame a Frida vai chegar a mais cidades

26/09/2023 | Minas Gerais

O atendimento é voltado às mulheres em situação de risco – Foto Divulgação Polícia Civil

 

 

Robô do Whatsapp que ajuda no combate à violência contra a mulher, o “Chame a Frida” será expandido em Minas, podendo chegar, em breve, a mais três cidades. A atendente virtual orienta as vítimas por meio de mensagens pré-programadas. O programa é capaz de fazer uma avaliação preliminar do risco, acionando a polícia em casos mais graves.

 

Desde março, o projeto “Chame a Frida”, funciona em Itaúna. Uma atendente virtual que orienta mulheres em situação de risco e vítimas de violência doméstica pelo número de WhatsApp 031 9. 9370 – 0990.

 

O sistema é operacionalizado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e funciona através de uma atendente virtual, a Frida, que está programada para recolher os dados informados pelas vítimas e responder aos comandos digitados na tela de conversa com orientações.

 

As mulheres que contatam o número podem se informar sobre medidas protetivas, como solicitá-las e como proceder caso o agressor não as cumpra.

 

Além disso, também podem ter informações sobre ordens judiciais expedidas, tirar dúvidas sobre a Lei Maria da Penha e se inteirar sobre procedimentos a serem tomados em casos de agressão.

 

Projeto chega em mais cidades mineiras

 

Disponível em 41 municípios, a ferramenta pode chegar a Uberlândia, no Triângulo; Lavras, no Sul de Minas; e Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

“As três localidades já fizeram contato demonstrando interesse em ter o projeto”, conta a escrivã da Polícia Civil Ana Rosa Campos, idealizadora do projeto.

 

Natural de Caratinga, no Vale do Rio Doce, ela ajudou a lançar o “Chame a Frida” em abril de 2020. O programa funciona como ChatBot em que as pessoas podem entrar em contato por meio de mensagem ou áudio.

 

“A palavra principal desse projeto é justamente acessibilidade, por ser uma ideia que busca atender qualquer mulher que tenha algum tipo de dificuldade ou medo de entrar em contato com a Polícia Civil para denunciar algum tipo de violência”, disse a escrivã.

 

Outro fator diferencial no Chame a Frida é a desburocratização do processo de denúncia, sem a necessidade de preencher um formulário ou ir até a delegacia. “Com essa facilidade, ela se sente mais segura em denunciar e a corporação consegue chegar até o suspeito, podendo salvar uma vida, que é o principal objetivo do aplicativo”, afirma Ana Rosa.

 

Basta a pessoa ter o WhatsApp no celular, adicionar o “número da Frida” e mandar uma mensagem, que o robozinho já mandará as opções e soluções. Os números de cada cidade são disponibilizados pela Polícia Civil por meio de sites ou pelo Instagram do projeto.

 

Após entrar em contato, a mulher recebe o suporte e tem acesso a atendimento de um psicólogo. Depois dessa etapa inicial, da mulher ser atendida por um policial, todo o relato e documentos são encaminhados para um juiz, para o deferimento de medida protetiva. Em alguns casos, o trâmite pode ser finalizado em menos de 24 horas.

 

Vidas salvas

 

Ao todo, o serviço já realizou mais de 4,2 mil atendimentos desde a criação. Um caso emblemático para a criadora foi justamente o primeiro atendimento realizado pelo ChatBot em parceria com a Polícia Militar.

 

Segundo ela, os militares não conseguiam encontrar a casa de uma mulher que denunciava violência doméstica. Os policiais sempre iam ao endereço, mas por se tratar de um lugar sem sinalização, não encontravam a residência.

 

Graças à conversa com a Frida pelo WhatsApp, a vítima informou a localização em tempo real. “Foi a nossa primeira prisão em conjunto com a Polícia Militar. Quando chegaram até o endereço, encontraram o suspeito armado com uma faca e prestes a tirar a vida dela”.

 

O Chame a Frida aceita a denúncia de qualquer pessoa, não apenas da vítima de violência doméstica.

 

 

 

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