Santana FM, mais uma vez acusada, nossa resposta

27/04/2016 | Itaúna

 

 

 

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A Rádio e o Portal Santana FM, noticiou, trouxe mais uma vez à tona, fatos envolvendo a área de saúde do Município de Itaúna. O caso de contaminação do CTI da Casa de Caridade Manoel Gonçalves veio a conhecimento público.

 

E a Prefeitura de Itaúna?

 

Em nota divulgada nas redes sociais e pela internet acusou um dos mais respeitados veículos de comunicação da cidade e do Centro Oeste Mineiro de ser CALUNIOSO, SENSACIONALISTA E LEVAR PÂNICO À POPULAÇÃO.

Ou melhor, ajudando a Assessoria da Prefeitura a ler e interpretar um texto.

 

Leiamos novamente o título da matéria publicada no portal e apresentada nos noticiários da Santana FM.

 

” Hospital Manoel Gonçalves pode estar contaminado por superbactéria”

 

Comecemos então pela definição de FRASE AFIRMATIVA:  Aquela que têm a intenção de afirmar alguma coisa.

 

Ex: A camisa rasgou. / O menino viu um cachorro na rua. / Amanhã tem aula de matemática.

Ou em outro exemplo e dentro de nossa abordagem:Hospital Manoel Gonçalves ESTÁ infectado por superbactéria.

 

A manchete em questão e publicada em nossa matéria jornalística não afirma que o Pronto Socorro estava contaminado, como menciona o comunicado emitido pela prefeitura, tampouco afirma que o hospital estava, mas, levanta a possibilidade de contaminação, voltamos a frisar, do hospital em razão da denúncia recebida pela emissora e que não foi confirmada, tampouco e o mais importante negada por nenhum membro da instituição, mas que já era de conhecimento de vários funcionários e comunidade médica, donde inclusive, veio a fonte de informação da emissora. Vale destacar aqui, que a Prefeitura e a própria Casa de Caridade Manoel Gonçalves, fazem questão de deixar claro em episódios do gênero, que existe uma grande diferença e distanciamento entre a administração do Pronto Socorro que é de responsabilidade do município e do Hospital; e que uma nada tem a ver com a outra.

 

Analisando a primeira parte da matéria em questão ou se lê:

 

Já não bastassem os problemas enfrentados diariamente pela população Itaunense na hora de ser atendido no Pronto Socorro do Hospital Manoel Gonçalves, hoje sob administração da Prefeitura Municipal, um grave risco de contaminação é agora motivo de grande preocupação para o hospital propriamente dito.”

 

Para um bom e atento leitor é plenamente perceptível que a referência à possível contaminação é do HOSPITAL e não do PRONTO SOCORRO como também menciona equivocadamente a nota da assessoria de comunicação da PMI.

 

Vamos a mais um trecho da matéria que levanta a suposição e não afirma, de forma categórica o fato.

 

“Segundo denúncias recebidas pela Rádio e Portal Santana FM, o Hospital Manoel Gonçalves e seus pacientes podem estar correndo o grave risco de contaminação por uma superbactéria.”

Perceberam que aí mais uma vez falamos do Hospital e não do Pronto Socorro? E que havia a suposição de se correr um grave risco (suposição: possibilidade) de contaminação?

Vamos mais adiante, na parte da matéria que diz:

“O grau de atenção está em alerta naquela unidade de atendimento médico em especial na área de CTI, onde segundo informações todos que entram ou trabalham no local estão tendo que usar trajes especiais para evitar a própria contaminação e propagação da infecção.”

Viram a menção ao setor de atendimento? CTI. Como todos sabem o Pronto Socorro não tem CTI, quem possui esta área de atendimento é o Hospital, então não justificaria mais uma vez a nota da assessoria dizer que a matéria fazia referência ao atendimento administrado pela prefeitura que é o Pronto Socorro e ademais os paramentos médicos utilizados nos CTI`s são diferenciados justamente para se evitar a contaminação. Ninguém falou que os funcionários e médicos estavam vestidos de astronautas.

 

Uma pergunta que não quer calar, onde e em que parte da matéria apresentada, a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Itaúna leu que nós da Radio e Portal Santana fm AFIRMAMOS que a bactéria em questão, e que seria a causadora da contaminação no hospital era a KPC ?

 

Voltemos ao vernáculo brasileiro e busquemos o significado da palavra DEFINIÇÃO:

 

Significado: Ato ou efeito de definir. Explicar, tornar claro.

 

Na matéria em questão foi postada e apresentada a seguinte DEFINIÇÃO:

 

“ O que é a super bactéria, uma delas e a mais comum dentro do ambiente hospitalar é a bactéria * KPC (Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase) , a “superbactéria”, identificada pela primeira vez nos Estados Unidos, em 2000, depois de ter sofrido uma mutação genética, que lhe conferiu resistência a múltiplos antibióticos (aos carbapenêmicos, especialmente) e a capacidade de tornar resistentes outras bactérias. Essa característica pode estar diretamente relacionada com o uso indiscriminado ou incorreto de antibióticos. A bactéria KPC pode ser encontrada em fezes, na água, no solo, em vegetais, cereais e frutas. A transmissão ocorre em ambiente hospitalar, através do contato com secreções do paciente infectado, desde que não sejam respeitadas normas básicas de desinfecção e higiene. A KPC pode causar pneumonia, infecções sanguíneas, no trato urinário, em feridas cirúrgicas, enfermidades que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes, mortal.”

 

A KPC, foi citada, por ser a mais comum, conhecida, habitual e recorrente quando dos casos registrados de infecção hospitalar por superbactéria, cuja fonte de informação veio de uma dos mais renomados profissionais da área de saúde deste país e cuja fonte de informação também foi citada e aqui mais uma vez citada:

 

* fonte: http://drauziovarella.com.br/letras/k/infeccao-hospitalar/)

 

Estamos quase no final da rotulada como “sensacionalista e leviana” matéria da Rádio Santana.

 

“Ainda de acordo com informações, os exames laboratoriais estão sendo solicitados com constância pelo hospital, analisando vários pacientes internados, não foram registrados óbitos até o momento relacionados a superbactéria”. 

 

Como se constata uma possível ou suposta contaminação ou infecção? Não seria através de exames laboratoriais? Ou agora o Hospital é dotado de profissionais extra-sensoriais capazes de detectar vírus e bactérias apenas com analise clínica?

 

E por fim, a Rádio e o Portal Santana FM, procurou SIM a instituição e seus profissionais em busca de esclarecimentos, informações e confirmações sobre o caso onde por coincidência se lê no ultimo paragrafo da matéria:

 

“A Rádio e o Portal Santana FM, entrou em contato com o Hospital Manoel Gonçalves em busca de informações concretas sobre o assunto. Nos foi recomendado falar com Dr. Austernir, responsável pela área clínica do Manoel Gonçalves, mas este se recusou a falar por telefone com nossa reportagem condicionando apenas a entrevista pessoalmente, como o horário proposto pelo médico não era compatível com a agenda do departamento de jornalismo da emissora, postergamos nosso contato.”

 

AGORA PERGUNTAMOS NÓS DA RADIO SANTANA FM: Se a notícia era, FALSA, LEVIANA E SENSACIONALISTA, como a assessoria de comunicação da Prefeitura afirma em sua nota que:

 

“A direção e corpo clínico do Hospital Manoel Gonçalves é que devem se pronunciar sobre ocorrência da bactéria Serratia, no CTI do Hospital.  Medidas sanitárias foram tomadas pelo Hospital para isolar e evitar a disseminação da bactéria. Embora potente a bactéria Serratia não tem transmissão pelo ar, sendo transmitida apenas através de secreções (fezes, urina, saliva e outros). Todas as medidas sanitárias foram tomadas para garantir a segurança da população que precisa usar o Pronto Socorro, bem como para as pessoas que estão em outras alas do Hospital. A vigilância Estadual já foi notificada da ocorrência. A Vigilância Sanitária Municipal está monitorando de perto as medidas necessárias que o caso requer.Apesar de exigir cuidado especial, a bactériaSerratia, e não KPC, como apressadamente divulgou arádio Santana,está presente no CTI do Hospital e não no Pronto Socorro(…)

 

Prezada assessoria e assessores da Prefeitura Municipal de Itaúna, o que faltou mais uma vez em um caso envolvendo a área de saúde do município de Itaúna, foi clareza, transparência e veracidade nos fatos apresentados para a população desta cidade, o que se observou mais uma vez, foi a intenção de maquiar, omitir e manter desinformada uma população já calejada pela deficiente atenção na área da saúde, que não é privilégio do governo municipal atual, mas de todo um país. Leviana e absurda pode ser considerada a posição de não dar informações precisas e no tempo certo para esclarecer e alertar a população de um fato importante que estava acontecendo na cidade e que poderia afetar a qualquer um cidadão que fosse em busca de atendimento hospitalar. Prova de que os esclarecimentos necessários não foram dados , está no próprio comunicado da Prefeitura que esclarece aquilo que um dos mais prestigiados veículos de imprensa da cidade buscou desde 10 e 20 da manhã dessa terça feira dia 26 de abril e que para receber tal informação foi lhe imposta a  condição de presença pessoal , caso contrário as informa&cce
dil;ões não seriam repassadas , o que aconteceu inclusive com outros órgãos de imprensa da região que buscaram informações com a Radio Santana por não conseguirem acesso a estas mesmas informaçoes na instituição.

 

A Rádio e o Portal Santana FM, não levam pânico à população como caluniosamente se referiram à nossa matéria, nós levamos informação e somos respeitados por mais de 45.000 pessoas que nos ouvem diariamente, para falar só da cidade de Itaúna é claro.

 

Quanto as considerações sobre sermos uma rádio política, opositora do governo atual é bom lembrar que os senhores e senhoras  do departamento de assessoria de imprensa, representam uma administração municipal, não um partido ou um político e que a cada vez que relacionam disputa política com informação municipal envergonham a administração e seu chefe executivo, as atribuições de uma assessoria são as de divulgar ações , feitos e realizações de uma administração e  por conseguinte seu administrador, não disputar espaço nos noticiários e redes sociais como rádio , tv , sites, blogs e posts, para falar claramente , soa a amadorismo.

 

Em tempo: A referência no plural e coletiva ao departamento de comunicação se dá, em razão do autor ou autora da nota não ter assinado a mesma e ter se colocado como instituição e não como profissional e representante do respectivo setor, no caso em questão os justos e inocentes, pagam pelos pecadores ou incompetentes.

 

Aqui na Rádio e Portal Santana FM, temos sim, a instituição, mas também temos os profissionais que assinam o que escrevem, na matéria e nesta resposta. Atenciosamente LUIGI STÉFANO, RÁDIO SANTANA FM  

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