Segunda dia 26 de julho é dia de Sant’ana padroeira de Itaúna

25/07/2021 | Itaúna

 

Dia 26 de julho é dia de Sant’ana, Vó de Jesus, Mãe de Maria – Foto reprodução

 

Os católicos itaunenses celebram no dia 26 de julho a padroeira Sant’ana. A novena 2021, teve início no sábado, 17/07, com Missa presidida pelo Bispo Dom José Carlos. Até o dia 25/07, véspera da festa, todas as Celebrações ocorreram às 19h, com limite de 100 pessoas por ordem de chegada.

 

Nesta segunda-feira, 26/07, dia da festa, houve Celebrações ao longo do dia: às 7h, 9h, 11h, 16h e 19h, com transmissão das Missas das 9h e 19h. Assim como na novena, o limite de é de 100 pessoas, por ordem de chegada.

 

No dia da padroeira, 26 de julho, segunda-feira, feriado municipal, a Rádio Santana  transmitiu a Celebração das 9h da manhã.

 

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A devoção a Sant’Ana em Itaúna

 

A devoção é tão forte que o primeiro nome de Itaúna foi Sant’Ana do São João Acima – Foto Adilson Nogueira

 

Itaúna tem Sant’Ana, Mestra e Mãe de Maria, como sua padroeira desde os tempos remotos de seu povoamento (aproximadamente 1710), quando aqui chegaram nossos três fundadores trazendo consigo a imagem da Senhora Sant’Ana e edificaram no alto do morro uma grande cruz de madeira. Um dos três, o sargento-mor Gabriel da Silva Pereira casou-se e fixou-se na região; desse modo, mandou construir um oratório junto ao cruzeiro para que sua esposa pudesse realizar seus deveres religiosos.

 

Por volta de 1750 o primeiro bispo de Mariana, D. Frei Manoel da Cruz autoriza a construção de uma capela, mas esta deveria ser construída no lugar do oratório e dedicada à Sant’Ana, já tida então como patrona das terras do que seria, no futuro, a cidade de Itaúna. Atualmente, esta capela é a Igreja Nossa Senhora do Rosário.

 

A devoção à Santa Mãe de Maria é tão forte que o primeiro nome de Itaúna foi Sant’Ana do São João Acima. O povo itaunense dedica a ela a principal e mais bela igreja do município: a Matriz, localizada na Praça Doutor Augusto Gonçalves, no centro.

 

Antiga matriz de Sant’Ana, padroeira de Itaúna – Foto Itaúna em Décadas

 

 

A história de Sant’ana

 

Mulher nazarena que apesar de não ser mencionada nos Evangelhos, pela tradição da Igreja Católica seria a mãe da Virgem Maria e, portanto, avó materna de Jesus Cristo. De acordo com a tradição, era filha de Natã, sacerdote belemita, e de Maria, e foi a mais jovem de três irmãs bíblicas. Suas outras irmãs mais velhas seriam Maria de Cleofas, mãe de Salomé, e Sobé, mãe de santa Isabel, que geraria são João Batista.

 

A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Ana quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o sacerdote do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias.

 

Após o casamento de sua filha com Joaquim, Natã também ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atendê-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces. O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Ana teria respondido: “Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida.”O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Ana deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Ana cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no templo de Jerusalém. A paciência e a resignação com que sofriam a esterilidade levaram-lhes ao prêmio de ter por filha aquela que havia de ser a Mãe de Jesus.

 

Eram residentes em Jerusalém, ao lado da piscina de Betesda, onde hoje se ergue a Basílica de Santana; e aí, num sábado, 8 de setembro do ano 20 a.C., nasceu-lhes uma filha que recebeu o nome de Miriam, que em hebraico significa “Senhora da Luz”, passado para o latim como Maria.

 

Seu culto difundiu-se no Oriente, e no século VI o imperador Justiniano mandou erguer-lhe um templo em Constantinopla. Nos séculos seguintes a veneração expandiu-se também pela Europa. Em uma bula (1584) o papa Gregório XIII instituiu que sua festa seria comemorada no dia 26 de julho, mês que passou a ser denominado mês de sant’Ana. Tendo sido São Joaquim comemorado, inicialmente, em dia diverso ao de Sant’Ana, o Papa Paulo VI associou num único dia, 26 de julho, a celebração dos pais de Maria, mãe de Jesus.

 

São João Damasceno exorta Joaquim e Ana como modelos de pais e esposos cujo principal dever era educar seus filhos. São Paulo diz que a educação dos filhos pelos pais é sagrada.

 

Matriz de Sant’Ana atual – Foto Adilson Nogueira

 

 

26 de julho: Especial Sant’ana, Padroeira de Itaúna

 

Em homenagem a padroeira de Itaúna, a Rádio Santana preparou o Especial Sant’ana em 2014. Você  acompanha a reprodução da história da devoção à Santa Mãe de Maria.

 

A repórter de Elisa Correa entrevistou o professor de história, filosofia e sociologia Luiz Mascarenhas que nos trouxe relatos e informações importantes a respeito da cultura religiosa e a relação do município com sua padroeira Senhora Sant’ana

 

Veja o vídeo aúdio com a história de Sant’Ana

 

 

 

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