Site divulga CPF sem autorização

6/05/2015 | Itaúna

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Um site que divulga sem autorização o CPF de brasileiros tem causado preocupação de pessoas que temem ser vítimas de fraudes devido à exposição dos dados. Na página, basta colocar o nome para achar o CPF correspondente.

Além da busca pelo nome, o site NomesBrasil também oferece informações sobre o número de pessoas que compartilham o mesmo primeiro nome e sobrenome daquela cujos dados foram procurados.

Na internet, uma petição pública para retirar o site do ar já tem mais de 112 mil assinaturas. O link é: http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR81433

A preocupação é que, de posse dos dados, o fraudador consiga contratar serviços no nome da vítima, afirma Fernando Cosenza, diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

É possível também fazer crediários no nome da vítima, que só vai descobrir o golpe quando estiver com o nome sujo, alerta Dirceu Gardel, da Boa Vista. “Com o nome e o CPF, o criminoso pode fazer uma identidade falsa e parcelar compras em lojas que tenham sistemas de análise menos rigorosos”, afirma.

Só em fevereiro, a empresa de informações financeiras Serasa Experian diz ter registrado 145.534 fraudes envolvendo roubo de identidade.

“Também é possível consultar a situação do contribuinte junto à Receita Federal. Essa brecha abre uma gama muito extensa de possibilidades de golpes”, adverte o advogado Alexandre Gontijo, do escritório Siqueira Castro.

Procurada, a Receita Federal informou não ter relação com o vazamento das informações. Para Gontijo, do escritório Siqueira Castro, é possível que a origem dos dados seja cadastro preenchidos em sites na internet ou em estabelecimentos comerciais. “Não são todas as pessoas que têm o CPF exposto. O meu, por exemplo, não está disponível”, afirma.

Em São Paulo, o Ministério Público Federal diz já ter recebido duas denúncias contra o site – uma em Campinas e outra em Franca. Ambas foram registradas na semana passada e já foram encaminhadas para os procuradores que ficarão responsáveis pelo caso, informou o órgão, em nota. Há denúncias também em Estados como Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia, Santa Catarina e Pernambuco.

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