Superintendência apura acusação de agressão à professora em escola de Itaúna

24/08/2023 | Itaúna

Cheguei à conclusão que a educação pública no brasil está morta” afirma Professora Luciene Parreiras – Foto Redes Sociais

 

 

A professora Luciene Parreiras, com 35 anos atuando na educação, gravou um vídeo que ganhou repercussão nas redes sociais no começo desta semana.

 

Entristecida, a profissional falou sobre a agressão verbal que sofreu na Escola Padre Luiz Tukemburg, Bairro Padre Eustáquio, em Itaúna no dia 21/8 e anunciou seu afastamento da função.

 

“Cada vez mais pessoas sem instrução neste país, porque assim fica fácil manipulá-los. está tudo um fracasso. gostaria de dar os meus sentimentos aos meus companheiros de profissão, porque eu pude, no dia 21 de agosto, matar esse sonho que trazia em mim chamado educação. Para estes alunos só existe a tela e o mundo da fantasia “. (..)

 

“Deveria ser um local em que o respeito deveria ser constante no recinto. Por isso abri mão de meu trabalho, por não acreditar mais na educação pública deste país”, lamenta a professora

 

A educadora contou ainda que muitos alunos estão chegando ao ensino médio sem o nível adequado

 

“Cheguei à conclusão que a educação pública no brasil está morta. somos obrigados a todo tempo a rasurar documentos e alterar dados para que alunos possam passar de ano e aparecer de forma fantástica na mídia brasileira. alfabetizado, um aluno que chega ao ensino médio e não sabe escrever o seu nome?”

 

Questionada pelo jornalismo da Santana FM sobre o ocorrido, a Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG) informa que “a direção escolar tomou as providências necessárias, assim que tomou ciência dos fatos.

 

A professora acionou a Polícia Militar que esteve na unidade e após diálogo com as envolvidas, contornou a situação, sem a necessidade de registro de Boletim de Ocorrência”.

 

A equipe de Inspeção da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Divinópolis, responsável pela coordenação da escola, faria uma visita nesta quinta-feira 24/8, para apuração do episódio e esclarecimento do ocorrido.

 

“Ressaltamos que a SEE/MG desenvolve e estimula a realização de ações de combate à violência no ambiente escolar, além de contar com parcerias em iniciativas dessa temática como o Programa de Convivência Democrática. O tema da violência, inclusive contra a mulher, também é tratado de forma transversal nos conteúdos curriculares obrigatórios” finaliza

 

Ao Viu Itaúna a Professora Luciene Parreiras disse que apenas não seguiu com a representação do ocorrido porque seu marido chegou no momento em que iriam para a delegacia e não permitiu, pois ele não concorda com o fato de uma professora ser agredida em uma instituição de ensino.

 

A Prefeitura de Itaúna informou que a professora está aposentada da rede municipal de ensino desde 30/10 de 2020.

 

 

Veja o vídeo clicando no aqui

 

 

 

 

Veja também