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Rádio Santana FM

Itaúna, 30 de julho de 2021

A vacina Spintec poderá ser usada como dose de reforço para quem já foi imunizado – Foto: UFMG/Divulgação

 

 

A UFMG deve entregar até o final deste mês o pedido para que a Anvisa autorize a realização dos testes das fases 1 e 2 da vacina Spintec, contra o coronavírus. O imunizante está sendo desenvolvido pela universidade em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e conta com um patrocínio de R$ 30 milhões da prefeitura de Belo Horizonte.

 

A previsão dos pesquisadores é que os testes em humanos tenham início até o fim de  setembro, caso a Anvisa dê o sinal verde após a análise dos documentos.

 

Segundo a universidade, a fase 1 contará com a participação de aproximadamente 40 voluntários, enquanto a fase 2 poderá contar com um número entre 150 e 300 voluntários.

 

Neste momento, a UFMG está na fase final de preparação dos dossiês contendo dados e informações que, segundo os pesquisadores, demonstram o bom funcionamento da vacina a partir dos resultados dos testes pré-clínicos, que foram realizados em camundongos e primatas.

 

Conforme os estudos, a resposta para a produção de anticorpos tanto para a proteína S como para a N, presente no coronavírus, foram detectadas nos animais que participaram do teste.

 

Assim que os testes forem entregues a Anvisa, a análise poderá ser feita em um prazo médio de 72 horas.

 

Reforço de reforço

 

A previsão dos pesquisadores do CT Vacinas, da UFMG, é que a Spintec comece a ser aplicada oficialmente no primeiro trimestre de 2022, quando boa parte da população já estiver imunizada.

 

Por isso, a vacina, que utiliza tecnologia 100% brasileira, poderá funcionar como uma dose de reforço, com o objetivo de manter a imunidade contra o coronavírus.

 

Para avaliar essa hipótese, os testes das fases 1 e 2 serão realizados em voluntários que tenham recebido há pelo menos seis meses as duas doses da Coronavac.

 

Por O Tempo