Varíola dos macacos: Situação no Brasil é preocupante

26/07/2022 | Brasil

Até a semana passada, o Brasil tinha o 8º maior número de casos da doença no mundo- Foto Shutterstock

 

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta terça-feira (26) para a cenário de varíola dos macacos (monkeypox) no Brasil. A líder técnica da entidade para a doença, Rosamund Lewis, disse que a situação do país é “muito preocupante”.

 

Declaração da OMS

 

“A situação no Brasil é preocupante. É importante que as autoridades também tomem conhecimento da emergência de saúde pública de interesse internacional e das recomendações temporárias e tomem as medidas adequadas”, afirmou Lewis.

 

Até a semana passada, o Brasil tinha o oitavo maior número de casos da doença no mundo, com 592 infecções, conforme o monitoramento da OMS. Nesta segunda-feira (25), o Ministério da Saúde já contabilizava 696 casos.

 

A especialista da organização ainda apontou que os casos no país podem estar sendo subnotificados por falta de testagem. “O que é criticamente importante é o acesso aos testes, e talvez até o acesso ao teste não esteja disponível em todos os lugares”, disse.

 

Emergência de saúde Global

 

No último sábado (23), a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a varíola dos macacos como emergência de saúde global. Ao todo, mais de 16 mil casos da doença já foram confirmados em 75 países.

 

A decisão foi tomada diante do risco relativamente moderado no mundo e tem como objetivo melhorar a resposta internacional ao vírus.

 

A declaração de emergência de saúde global foi emitida pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom. Foi a primeira vez que ele adotou esse tipo de posicionamento mesmo sem consenso entre os membros do comitê de emergência da organização.

 

A classificação foi baseada em alguns elementos, entre eles:

 

  • Avanço rápido do vírus, de acordo com informações fornecidas pelos países – inclusive países que não o viram antes;
  • Cumprimento de critérios para que seja declarada uma emergência de saúde pública de interesse internacional;
  • A insuficiência de informações relevantes e evidências sobre a doença;
  • Risco para a saúde humana, disseminação internacional e o potencial de interferência no tráfego internacional de pessoas.

 

 

Por G1 

 

 

 

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