
Complexo fabril da Patense em Itaúna, Minas Gerais – Foto Patense Divulgação
A Fasa, empresa com sede em Cruzeiro do Sul, no Rio Grande do Sul e integrante do grupo americano Darling Ingredients, ampliou presença no mercado nacional com a aquisição de três plantas industriais,.
A Patense localizada em Itaúna, Centro-Oeste mineiro e Patos de Minas, no Alto Paranaíba e também de Adamantina, no interior de São Paulo.
A negociação faz parte da compra de ativos da Patense pela Darling Ingredients, concluída por R$ 560 milhões. O grupo texano foi o único interessado no leilão realizado em 15 de janeiro, dentro do processo de recuperação judicial da empresa mineira.
As unidades adquiridas integram a chamada Unidade Produtiva Isolada (UPI) Bovinos, modelo que permite a venda de ativos sem transferência das dívidas da empresa em recuperação judicial ao comprador.
As três plantas são especializadas no processamento de subprodutos do abate bovino, utilizados na fabricação de ingredientes para ração animal, gorduras e colágeno — segmentos em que a Darling Ingredients atua globalmente.
A companhia, listada na Bolsa de Nova York, é uma das líderes mundiais no reaproveitamento de subprodutos de origem animal e possui valor de mercado superior a US$ 7 bilhões.
A aquisição reforça a estratégia de expansão da empresa no Brasil. Nos últimos anos, a Darling já havia ampliado sua atuação no país com a compra da própria Fasa e da Gelnex, em operações bilionárias que fortaleceram sua posição no setor.
Com as novas unidades, a companhia aumenta sua capacidade produtiva e amplia sua presença nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.
Em nota divulgada nas redes sociais, a Fasa afirma que deu “mais um passo estratégico em sua trajetória de crescimento e consolidação no Brasil”. E destaca que a aquisição “amplia sua capacidade produtiva e reforça ainda mais sua presença no mercado nacional”.
Recuperação judicial da empresa mineira
Fundada em 1970, a Patense atua no processamento de produtos de origem animal para diversos fins, incluindo a fabricação de ração animal e óleo para a indústria de higiene e limpeza.
A Patense recicla resíduos de bovinos, suínos, aves e pescados. Farinhas de vísceras de aves, de peixes, de penas hidrolisadas, de sangue, além de graxa branca suína, sebo bovino e óleo de peixe são alguns dos produtos.
Em 2024, a empresa mineira entrou em recuperação judicial, com dívidas de mais de R$ 1,3 bilhão. No pedido de RJ foi alegado, por exemplo, gastos inesperados para consolidar aquisições e despesas crescentes com juros como principais fatores de drenagem do caixa e atrasos no pagamento de débitos.
Relatório mensal de acompanhamento de atividades da Patense, assinado pelo administrador judicial Daniel Thiago, datado em 30 de abril, aponta a alienação da UPI Bovinos como pilar central do soerguimento do grupo.
*Com informações A Hora /





